
O Detran-SP prepara uma ampla operação de leilões de veículos apreendidos ao longo de 2026. A meta do órgão é colocar à venda cerca de 100 mil carros e motos, diante de um estoque atual que já soma aproximadamente 180 mil veículos aptos para alienação no estado de São Paulo.
O cronograma prevê o início dos primeiros leilões ainda no primeiro bimestre do ano. Estão programados, inicialmente, 15 certames, cada um com cerca de mil lotes. Outros processos já estão em fase avançada de preparação, e a expectativa interna é abrir dezenas de novos leilões ao longo do ano, criando uma esteira contínua de vendas públicas.
A estratégia do Detran paulista busca atacar um problema antigo: o acúmulo de veículos em pátios, que gera custos elevados de custódia, deterioração dos bens e passivos administrativos. Segundo o órgão, acelerar os leilões é uma forma de dar mais eficiência à gestão e evitar que o estoque volte a crescer de forma descontrolada.
Embora o calendário de leilões coincida com o projeto de concessão dos serviços de recolhimento e guarda de veículos no estado, o Detran afirma que as iniciativas não estão formalmente vinculadas. Ainda assim, a leitura interna é de que a combinação das duas medidas pode racionalizar o sistema e reduzir despesas para o poder público.
Entre as principais causas de apreensão em São Paulo, a falta de licenciamento lidera, respondendo por quase metade dos casos. Em seguida aparecem veículos em mau estado de conservação. Situações relacionadas ao uso de álcool ao volante representam uma parcela menor das retenções. Muitos automóveis apreendidos por pendências administrativas chegam a ser liberados rapidamente, mas aqueles que permanecem nos pátios acabam entrando no fluxo de leilões.
Hoje, o estado conta com mais de 200 pátios vinculados ao Detran, sem considerar áreas operadas por empresas privadas. A ampliação dos leilões é vista como peça-chave para aliviar esse sistema e reorganizar a gestão do trânsito paulista em 2026.