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Enquanto fala em “soberania”, governo Lula age nas sombras para agradar Trump

Por Brasil no Centro Publicado em 3 de outubro de 2025 às 15:08 2 min de leitura
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Enquanto fala em “soberania”, governo Lula age nas sombras para agradar Trump

Nos últimos três meses, a diplomacia brasileira tem se dedicado a uma operação silenciosa para lidar com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil. Longe dos discursos nacionalistas usados pelo presidente Lula para falar em “soberania”, o Itamaraty trabalhou em sigilo para reduzir tensões com Washington.

Segundo revelou a revista VEJA, foram realizadas mais de quarenta reuniões reservadas com pessoas de acesso direto ao Salão Oval, numa estratégia para aproximar Lula do ex-presidente Donald Trump. A ação incluiu ainda cinco missões secretas de diplomatas a Washington, encarregados de abrir canais de diálogo com assessores próximos ao republicano.

O processo não foi simples. Em Brasília, episódios da política nacional chegaram a interferir na tentativa de aproximação. Um deles foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes de impor tornozeleira eletrônica a Jair Bolsonaro, o que, de acordo com diplomatas ouvidos, gerou forte tensão junto a aliados de Trump.

A situação só melhorou quando o Supremo Tribunal Federal concluiu a condenação de Bolsonaro sem reações populares relevantes, o que teria enfraquecido a narrativa de que o Brasil vivia sob ameaça autoritária.

Agora, o esforço do Itamaraty se concentra em viabilizar um telefonema entre Lula e Trump. A ligação, no entanto, depende do turbulento cenário americano, marcado por crises fiscais e conflitos externos.

A revelação mostra o contraste entre a retórica oficial do governo e a prática de bastidores: enquanto Lula fala em independência e soberania, sua diplomacia atua em silêncio para tentar contornar o tarifaço e buscar a boa vontade da Casa Branca.