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Economia

Governo anuncia reajuste do Bolsa Família com impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026

Por Brasil no Centro Publicado em 17 de setembro de 2026 às 15:53 3 min de leitura
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Governo anuncia reajuste do Bolsa Família com impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) o reajuste dos valores pagos pelo Bolsa Família, com impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026. A mudança começa a valer a partir da folha de pagamentos de outubro e elevará o benefício mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691.

Segundo a equipe econômica, o custo adicional da medida deverá alcançar aproximadamente R$ 22,7 bilhões em 2027. O governo também projeta impacto de R$ 22,7 bilhões em 2028, considerando a manutenção dos novos valores do programa.

Com o reajuste, o valor médio recebido pelas famílias beneficiárias passará de R$ 675 para cerca de R$ 777. A atualização dos pagamentos ocorre poucos meses antes das eleições presidenciais, em um cenário de disputa política marcada pela avaliação da gestão federal e pelo debate sobre gastos públicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a mudança como parte da política de ampliação da transferência de renda. O governo afirma que o reajuste foi possível após uma revisão das despesas previstas no orçamento e a identificação de espaço fiscal para acomodar a nova despesa.

A nova composição do Bolsa Família terá como base diferentes benefícios. O Benefício de Renda de Cidadania será de R$ 164 por integrante da família. O Benefício Complementar garantirá que famílias dentro dos critérios do programa recebam pelo menos R$ 691. Também haverá pagamento de R$ 173 por criança de até sete anos incompletos e R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras do Benefício Variável Familiar.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a medida está dentro dos limites fiscais previstos pelo governo e que não deve provocar novos bloqueios de despesas.

“Do ponto de vista fiscal, é importante lembrar que isso está sendo feito absolutamente dentro das nossas regras”, declarou.

Segundo Moretti, parte dos recursos para financiar o reajuste virá de ajustes no orçamento e de eventuais sobras identificadas em outras áreas, principalmente na Previdência Social. O ministro afirmou que a proposta orçamentária de 2027 será adaptada para incorporar o impacto da mudança.

“Para esse ano, a partir da folha de outubro, o impacto é de R$ 5,8 bilhões. Para o ano que vem, é em torno de R$ 22 bilhões. Vamos ajustar a peça orçamentária para acomodar o reajuste”, afirmou.

Atualmente, o governo possui R$ 17,9 bilhões bloqueados em despesas, segundo dados divulgados pela área econômica. A equipe responsável pelo orçamento afirma que o reajuste do Bolsa Família não exigirá um novo contingenciamento.

A ampliação do benefício ocorre em meio ao debate sobre equilíbrio das contas públicas e sustentabilidade dos programas sociais. Enquanto o governo defende a medida como uma forma de reforçar a proteção de famílias de baixa renda, especialistas e setores do mercado acompanham o impacto da expansão dos gastos sobre o orçamento federal.