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Economia

Guerra contra o Irã já custa US$ 45,1 bilhões aos EUA, segundo o Pentágono

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de setembro de 2026 às 02:57 3 min de leitura
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Guerra contra o Irã já custa US$ 45,1 bilhões aos EUA, segundo o Pentágono

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã já consumiu cerca de US$ 45,1 bilhões em recursos americanos, segundo uma estimativa apresentada pelo Pentágono ao Congresso nesta sexta-feira (18). O valor considera US$ 43,6 bilhões em despesas acumuladas até 3 de setembro e outros US$ 1,5 bilhão destinados ao consumo adicional de combustível durante as operações militares.

A cifra, porém, não representa a conta final do conflito. Segundo as informações apresentadas aos parlamentares, o cálculo não inclui despesas com a recuperação de instalações militares danificadas nem contempla integralmente outros custos indiretos relacionados à guerra.

A nova estimativa também supera projeções anteriores. Em setembro, o Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO) havia calculado que as operações militares contra o Irã tinham custado aproximadamente US$ 38 bilhões até 1º de agosto. O órgão ressaltou que sua estimativa também não incluía determinados custos, como reparos em bases militares.

O CBO calcula ainda que, enquanto o conflito continuar, o Departamento de Defesa poderá gastar entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões por mês, dependendo da intensidade dos combates. Em cenários de nova escalada militar, a despesa mensal pode ser ainda maior.

Além do impacto direto sobre o orçamento americano, a guerra começa a produzir efeitos econômicos mais amplos. De acordo com o CBO, a redução no fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz e as dificuldades para o transporte marítimo elevaram os preços internacionais de energia, pressionando também o custo de combustíveis e de outros produtos.

O órgão estima que os efeitos desses preços mais elevados deverão acrescentar 0,5 ponto percentual à inflação americana no primeiro trimestre de 2027, em comparação com a projeção feita antes do conflito. A inflação dos chamados preços básicos, que excluem alimentos e energia, também deverá sofrer pressão, embora em intensidade menor.

A guerra também traz consequências para a própria capacidade militar dos Estados Unidos. O CBO chama atenção para o elevado consumo de interceptadores de mísseis durante as operações, o que pode reduzir os estoques americanos por vários anos e exigir novos investimentos para recompor os arsenais.

A estimativa divulgada nesta sexta-feira representa, portanto, apenas uma fotografia parcial da conta. O próprio CBO observa que diferentes categorias de custos possuem períodos e metodologias distintas e não podem simplesmente ser somadas. Também não foi possível calcular antecipadamente despesas futuras relacionadas a operações diplomáticas e eventual ajuda externa.

O conflito iniciado em fevereiro segue pressionando as contas públicas americanas ao mesmo tempo em que aumenta a preocupação com energia, inflação e capacidade de reposição dos equipamentos militares. A evolução da guerra deverá determinar o tamanho da fatura final para os Estados Unidos.