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Indicação de Pacheco ao STF pode deixar Lula sem principal palanque em Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 15 de agosto de 2025 às 21:18 2 min de leitura
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Indicação de Pacheco ao STF pode deixar Lula sem principal palanque em Minas

O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) voltou ao centro das especulações políticas com a possibilidade de ser indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), caso o ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, antecipe sua aposentadoria. O movimento tem apoio declarado do decano Gilmar Mendes e articulação do presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Embora sua experiência jurídica e atuação política o credenciem para a vaga, a eventual saída de Pacheco do Senado teria efeito direto sobre a disputa pelo governo de Minas em 2026. O senador é hoje a principal aposta de Lula para liderar um palanque competitivo no estado contra o governador Romeu Zema (Novo) e seu grupo político.

Nos bastidores, há quem avalie que, sem Pacheco na corrida estadual, o campo de centro-esquerda mineiro ficaria enfraquecido e com dificuldade de encontrar um nome com capilaridade, estrutura e perfil de moderação capaz de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado mineiro.

Barroso, por sua vez, tem sinalizado a possibilidade de antecipar sua saída do STF, alegando já ter “cumprido sua missão”. Caso isso ocorra, Lula teria a oportunidade de nomear mais um ministro, e Pacheco surge como opção com respaldo de setores do Judiciário e do Congresso.

Desde que deixou a presidência do Senado, o mineiro intensificou agendas no interior, inaugurando obras, entregando máquinas agrícolas e fortalecendo alianças com prefeitos. Essas movimentações alimentavam a expectativa de que ele confirmaria candidatura ao governo estadual em 2026, apoiado diretamente pelo Palácio do Planalto.

A ida ao STF, no entanto, mudaria completamente o xadrez mineiro — abrindo espaço para que Zema e seus aliados consolidem vantagem sem uma liderança de peso no campo adversário. Lula, que conta com Minas como peça-chave para seu projeto político, teria que reavaliar sua estratégia local.

Por enquanto, Pacheco evita declarações diretas sobre a possibilidade de assumir a toga, mantendo o clima de indefinição que agita tanto Brasília quanto Belo Horizonte.