Justiça decide que Bruno Henrique, do Flamengo, seguirá como réu por estelionato

Tribunal do DF mantém atacante do Flamengo na lista de réus por suposta manipulação de jogo com apostas

Justiça decide que Bruno Henrique, do Flamengo, seguirá como réu por estelionato

A Justiça do Distrito Federal manteve Bruno Henrique (Flamengo) como réu por estelionato em caso relacionado à manipulação de resultados esportivos. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) rejeitou o recurso apresentado pelo jogador e confirmou o andamento do processo, que envolve suposta combinação com apostadores para obtenção de vantagem em partida do Campeonato Brasileiro de 2023 entre Flamengo e Santos, realizada em Brasília.

De acordo com a denúncia, Bruno Henrique teria planejado receber um cartão amarelo de forma proposital, enviando mensagens ao irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, informando sobre a intenção de cumprir a punição. O episódio teria sido observado pelas autoridades após alertas de casas de apostas sobre movimentações suspeitas. Além do atacante, outras quatro pessoas próximas a ele, incluindo o irmão, também seguem como rés.

Em trecho da decisão, o desembargador Jair Soares ressaltou que “a representação para crimes de ação penal pública condicionada não exige formalidade específica, bastando demonstrar o interesse da vítima na persecução penal, sem necessidade de reexame de provas”. Caso condenados, os envolvidos podem receber penas de um a cinco anos de prisão.

Bruno Henrique havia evitado sanção mais severa no âmbito esportivo ao convencer o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de que não houve intenção de prejudicar o Flamengo. No entanto, foi multado em R$ 100 mil. As mensagens trocadas entre Bruno e Wander, datadas de 29 de agosto, reforçam a acusação de que o atleta compartilhou informações sobre o cartão amarelo com antecedência, configurando a manipulação investigada.

O processo criminal segue em tramitação, com possibilidade de novos desdobramentos conforme as investigações da Polícia Federal e o andamento judicial.