
Durante o debate Tá na Mesa, promovido pela Federasul na quarta-feira (10), o pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Marcelo Maranata (PSDB), participou de um embate com Gabriel Souza (MDB) e Juliana Brizola (PDT), enquanto o deputado Luciano Zucco (PL) não compareceu devido a compromissos em Brasília. O evento reuniu os pré-candidatos para discutir temas como segurança, educação, saúde e infraestrutura no estado.
Na pauta de segurança pública, Maranata criticou a abordagem tradicional e destacou a necessidade de atualização frente às novas modalidades de crime, que migraram para o ambiente digital. “O crime mudou. Não compensa mais roubar um carro, mas as pessoas pelo celular. O governo precisa de inteligência dentro da nossa rede de cooperação, para desarmar o crime organizado, que rouba nossas famílias e financia armamento e drogas”, afirmou. Ele reforçou que o combate à criminalidade precisa ser mais eficiente, envolvendo integração e inovação tecnológica.
Em saúde, o pré-candidato questionou os dados apresentados pelo vice-governador e pré-candidato Gabriel Souza, destacando a insuficiência dos recursos federais e estaduais aplicados. “O Estado não investe os 12% e o governo federal também não. Quem paga essa conta somos nós, os prefeitos que investimos”, afirmou, defendendo maior eficiência e transparência na aplicação dos recursos públicos na área.
No tema educação, Maranata defendeu um modelo de ensino médio técnico, já implementado em projetos-piloto em Guaíba, que integra formação profissional ao currículo do ensino médio. “Jovens talentos fazendo as melhores plantas de projetos do mundo, trabalhando em solo gaúcho. Precisamos casar o ensino médio com o técnico”, afirmou, destacando a importância de preparar os estudantes para o mercado de trabalho e para desafios tecnológicos.
Durante o bloco de dívidas e investimentos, Maranata apontou caminhos para desburocratizar processos e atrair investimentos, criticando limitações do governo atual. “Gabriel não tem coragem de contratar empresa por dispensa de licitação. Não é qualquer empresa, mas a que fez o projeto. Essa empresa sabe cada linha. Isso reduziria tempo e gasto”, declarou, defendendo maior agilidade administrativa como forma de fortalecer a economia estadual.
O pré-candidato do PSDB buscou diferenciar sua plataforma ao enfatizar modernização, planejamento e integração entre setores, propondo soluções práticas para os problemas de segurança, educação e investimentos no Rio Grande do Sul. Sua participação no debate reforçou a atuação do partido no estado, apresentando um discurso de governo técnico e estratégico, com foco na eficiência e resultados.