PL vê Ruas, Canella e Castro fragilizados e pode trocar toda a chapa no Rio

Aliados de Flávio Bolsonaro discutem mudanças para tornar candidatura competitiva diante de desgaste e operações da PF

PL vê Ruas, Canella e Castro fragilizados e pode trocar toda a chapa no Rio

Com a repercussão das investigações envolvendo aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), integrantes do partido avaliam uma reformulação completa da chapa da direita no Rio de Janeiro. A avaliação interna é de que os atuais pré-candidatos Douglas Ruas (PL), ex-secretário de Cláudio Castro (PL), Cláudio Castro e Márcio Canella (União Brasil) apresentam fragilidades que comprometem a competitividade da coligação na eleição estadual.

O cenário de instabilidade é agravado pela baixa visibilidade de Ruas, atual presidente da Alerj, e pelo receio de que ele priorize disputas judiciais sobre a gestão do governo estadual em detrimento da campanha, deixando espaço para adversários como o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) ampliarem sua presença fora da capital. Pesquisas internas indicam que Ruas ainda é pouco conhecido pelo eleitorado, aumentando a preocupação do PL sobre sua capacidade de enfrentar o candidato governista.

Em paralelo, o ex-governador Cláudio Castro, alvo de uma operação da Polícia Federal recentemente, é considerado inviável para concorrer ao Senado, dado que sua inelegibilidade se estende até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O mesmo se aplica a Márcio Canella, que enfrenta investigações sigilosas e é visto como fragilizado pelo partido. Diante desse quadro, o PL discute nomes alternativos que poderiam compor uma chapa “puro-sangue”, como os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, próximos a lideranças nacionais do partido, além do senador Carlos Portinho, atualmente pré-candidato a deputado federal.

A decisão final sobre eventuais mudanças na chapa será tomada nos próximos meses, conforme avalia a direção do partido, com o objetivo de fortalecer a presença da direita e minimizar os impactos das investigações que atingem aliados próximos de Flávio Bolsonaro. A intenção declarada é apresentar uma composição eleitoral capaz de equilibrar forças com candidatos do PSD e do PT, principais rivais no estado.