Presidente do PDT nega acordo com PT e reafirma Kalil ao governo de Minas

Dirigente estadual reage a rumores de mudança na estratégia eleitoral, reforça pré-candidatura de Alexandre Kalil e mantém cenário aberto para alianças apenas em um eventual segundo turno

Presidente do PDT nega acordo com PT e reafirma Kalil ao governo de Minas

O presidente do PDT em Minas Gerais, Mário Heringer (PDT), afirmou que o partido mantém a decisão de lançar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil como candidato ao governo do estado nas eleições de 2026. A declaração foi feita após especulações sobre uma possível composição com o PT, que poderia abrir espaço para uma candidatura petista ao Palácio Tiradentes.

Em publicação nas redes sociais, Heringer classificou como falsas as informações sobre uma eventual desistência de Kalil e afirmou que o compromisso firmado pelo partido permanece inalterado. Segundo o dirigente, o PDT está convencido da candidatura própria e não há negociação para alterar esse planejamento neste momento.

Ao comentar o assunto, Heringer explicou que os rumores ganharam força depois da aproximação entre PT e PDT no Rio Grande do Sul, onde os petistas anunciaram apoio à candidatura de Juliana Brizola ao governo estadual. Para o presidente do PDT mineiro, a situação local é diferente e não interfere na estratégia definida em Minas Gerais.

O dirigente também relembrou as articulações eleitorais de 2018, quando mudanças de última hora alteraram o cenário político estadual. Segundo ele, a experiência reforça a intenção do partido de preservar os compromissos assumidos para a disputa de 2026. Apesar disso, não descartou a possibilidade de diálogo entre as legendas em um eventual segundo turno.

PT enfrenta divergências sobre candidatura ao governo

Enquanto o PDT reafirma a pré-candidatura de Kalil, o PT ainda busca definir sua estratégia para a eleição estadual. Integrantes da legenda defendem que a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, dispute o governo de Minas, mas a própria dirigente tem manifestado preferência por outro caminho.

Marília sustenta que o partido deve priorizar uma ampla composição com outras forças políticas para enfrentar a disputa estadual. Em manifestações recentes, argumentou que uma candidatura própria poderia dificultar a construção de alianças e ampliar a polarização no estado.

A posição também foi reforçada em nota divulgada por integrantes de sua equipe política, que defendem a formação de uma frente mais ampla para a eleição mineira. O documento avalia que uma candidatura petista ao governo poderia alterar o ambiente político e dificultar a convergência entre partidos de diferentes campos.

Definições ainda dependem das articulações partidárias

Nos últimos dias, dirigentes nacionais do PT intensificaram as conversas sobre a sucessão em Minas Gerais. Após reuniões com Marília Campos, o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, deverá levar o tema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir os próximos passos da estratégia eleitoral no estado.

Enquanto isso, o diretório estadual informou que novas rodadas de diálogo devem ocorrer antes da definição do posicionamento oficial do partido. Do lado do PDT, a direção afirma que Alexandre Kalil permanece como o nome escolhido para disputar o governo mineiro.