
Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz de rotina realizada na noite de segunda-feira no Pistão Norte, em Taguatinga. O caso acabou sendo encaminhado para investigação da Polícia Civil após a abordagem de um militar do Exército que portava o armamento.
Segundo informações da ocorrência, o sargento Estácio Leite da Silva Filho, integrante do Exército Brasileiro e ligado ao Gabinete de Segurança Institucional, foi parado durante a fiscalização. Ele apresentou documentos de porte funcional e informou aos policiais que a arma não era de sua propriedade, mas pertencia ao ex-presidente.
Durante o procedimento, o militar explicou que havia retirado a arma temporariamente para realizar um reparo técnico, após identificar uma falha no mecanismo de disparo, possivelmente relacionada ao percussor. Ainda de acordo com sua versão, o armamento seria devolvido ao proprietário após a manutenção.
Apesar da documentação apresentada e do porte funcional, os policiais decidiram apreender a arma por se tratar de um registro em nome de terceiro e pela necessidade de verificação das circunstâncias do transporte e da autorização para o deslocamento do equipamento.
O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia, que agora deve apurar a regularidade da posse temporária, o motivo do deslocamento do armamento e a conformidade dos documentos apresentados pelo militar.
O episódio ocorre em meio ao contexto jurídico envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal após condenação em processo relacionado a tentativa de ruptura institucional. A medida inclui restrições de comunicação e monitoramento eletrônico.
A investigação seguirá para esclarecer se houve alguma irregularidade no transporte da arma e se os procedimentos legais foram integralmente respeitados.