Senador Izalci Lucas diz que Lula favorece Joesley Batista em esquemas de corrupção

Parlamentar acusa governo de beneficiar grupo J&F com medidas bilionárias e diz que custos recaem sobre a população.

Senador Izalci Lucas diz que Lula favorece Joesley Batista em esquemas de corrupção

O senador Izalci Lucas afirmou em pronunciamento no Senado que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria favorecendo o grupo empresarial J&F, controlado por Joesley Batista, em operações que, segundo ele, repetem padrões de esquemas de corrupção já vistos no passado.

Izalci relembrou investigações como a Operação Greenfield e as delações envolvendo executivos do grupo para sustentar que, nos governos petistas, empresas consideradas “amigas” teriam recebido benefícios financeiros e regulatórios em troca de vantagens indevidas. O senador citou empréstimos bilionários concedidos pelo BNDES e aportes de fundos de pensão em gestões anteriores como exemplos desse histórico.

O foco mais recente das críticas recaiu sobre a atuação da Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, que adquiriu usinas termelétricas em dificuldade no Norte do país. De acordo com o parlamentar, uma medida provisória editada pelo governo federal teria garantido condições especiais à companhia, transferindo custos para a conta de luz dos consumidores e assegurando rentabilidade elevada ao negócio.

Segundo Izalci, o impacto dessa política pode alcançar cifras bilionárias ao longo dos próximos anos. Para ele, trata-se de um modelo no qual o risco é socializado enquanto o lucro permanece concentrado no setor privado.

O senador também citou o programa Meu INSS Vale +, operado até recentemente pelo banco PicPay, igualmente ligado à J&F, e que foi suspenso após denúncias de cobranças indevidas a aposentados. Além disso, questionou a importação de tilápia do Vietnã pelo grupo, alegando que mudanças regulatórias recentes teriam prejudicado produtores nacionais e favorecido a empresa.

Em tom duro, Izalci afirmou que os episódios reforçam a necessidade de maior fiscalização do Congresso e de transparência nas decisões do Executivo. Para ele, o governo repete práticas que já custaram caro ao país em escândalos anteriores, agora sob novas roupagens.