
A influenciadora Vírginia Fonseca usou suas redes sociais para denunciar a violência de gênero sofrida durante uma partida de futebol no último domingo (31/5), no Maracanã. Através de um desabafo compartilhado pela sua agência de publicidade, Fonseca classificou os ataques que recebeu como uma “humilhação pública”.
“O que chamam de violência não é só física. Ela também se manifesta na humilhação pública, no ataque coletivo e no constrangimento transformado em espetáculo”, diz a publicação. O material destacou ainda que a violência contra mulheres nem sempre deixa marcas visíveis, mas pode impactar profundamente a autoestima, a liberdade de ir e vir e a participação social.
A postagem também trouxe dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, mostrando que em 2025 cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência e que 63% delas deixaram de sair de casa por insegurança. Fonseca reforçou que, embora discordar seja legítimo, desumanizar mulheres nunca deveria ser tolerado, e incentivou vítimas a denunciarem casos por meio do Ligue 180.
“A violência contra a mulher não começa com uma manchete. Ela começa quando o desrespeito é normalizado, quando a humilhação vira entretenimento e ataques são tratados como aceitáveis. Discordar é um direito. Mas nenhuma mulher deveria ser transformada em alvo de humilhação pública ou violência verbal. O respeito não deveria ser uma escolha; deveria ser o ponto de partida”, afirmou a influenciadora.