Motta segue Alcolumbre e crítica interferência do STF em atos do Congresso

Declarações elevam tensão entre os Poderes e reforçam pressão por reação institucional após decisão de Gilmar Mendes

Motta segue Alcolumbre e crítica interferência do STF em atos do Congresso

O presidente da Câmara, Hugo Motta, engrossou nesta quinta-feira o coro de críticas à decisão do ministro Gilmar Mendes que limitou a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. Em evento em Brasília, Motta afirmou que a medida é fruto da polarização política e representa uma interferência indevida entre os Poderes, alertando para o risco de uma “radicalização institucional” e de um “cabo de guerra” que, segundo ele, prejudica o país. A decisão de Gilmar, tomada em caráter liminar, suspendeu trechos da Lei do Impeachment e restringiu ao procurador-geral da República a prerrogativa de pedir o afastamento de ministros da Suprema Corte — mudança que blindaria os integrantes do tribunal e retiraria do cidadão comum e de parlamentares essa possibilidade. A medida provocou reação imediata no Senado, especialmente do presidente Davi Alcolumbre, que chegou a defender mudanças constitucionais para resguardar as prerrogativas da Casa. Com a aproximação do ano eleitoral e discussões sobre uma possível composição pró-impeachment no Senado em 2026, o episódio aprofunda o clima de tensão entre Legislativo e Judiciário, reacendendo debates sobre limites de atuação e equilíbrio entre os Poderes.