Progressistas veta candidatura de Moro no Paraná, mas União Brasil reafirma apoio ao senador

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza reunião para analisar 97 requerimentos, entre eles convocações de ex-dirigentes do INSS. O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes. Em pronunciamento, à bancada, senador Sergio Moro (União-PR). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A pré-candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná sofreu um duro revés dentro da federação União Progressista. Em decisão unânime tomada na segunda-feira, o diretório estadual do Progressistas anunciou que não irá homologar o nome de Moro como candidato ao Palácio Iguaçu dentro da aliança partidária.
O posicionamento foi oficializado durante reunião que contou com a presença do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira. Segundo a legenda, a condução do processo eleitoral de 2026 ficará sob responsabilidade exclusiva do diretório estadual, que agora pretende dialogar com a federação para definir os próximos passos.
Em nota, o PP justificou a decisão afirmando que, ao longo de sete meses, não houve avanço consistente nas conversas com o União Brasil no Paraná, nem adesão interna suficiente que sustentasse a candidatura. O partido destacou ainda a necessidade de consenso para formalizar qualquer nome e alertou para a urgência na definição, a fim de garantir tempo hábil para organização das chapas proporcionais.
A deputada estadual Maria Victoria, presidente do PP no Paraná, afirmou que chegou a dialogar com o senador, mas que a parceria acabou não se consolidando. Já o deputado federal Ricardo Barros foi direto ao dizer que o diálogo não avançou e que, neste momento, a federação não possui consenso para registrar uma chapa majoritária no estado.
Apesar do veto do Progressistas, o União Brasil reagiu publicamente. O presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, utilizou as redes sociais para reafirmar que Sergio Moro segue como pré-candidato ao governo do Paraná. Segundo ele, Moro lidera todas as pesquisas e o partido irá insistir na homologação de sua candidatura.
Rueda também criticou duramente a decisão do PP, afirmando que vetos impostos de forma arbitrária são inaceitáveis e reforçou que a intenção é buscar diálogo no âmbito da federação, tanto pelo futuro do Paraná quanto pela estabilidade da aliança nacional.
O impasse escancara as tensões internas da federação União Progressista e projeta um cenário de disputa intensa nos bastidores políticos do Paraná, com reflexos diretos na corrida eleitoral de 2026.