João Campos afunda em pesquisas e vai recorrer a Eduardo Campos na TV para segurar Raquel Lyra

Ex-prefeito do Recife aposta em estratégia emocional com imagens do pai, Eduardo Campos, enquanto tenta reduzir vantagem de Raquel Lyra em Pernambuco

João Campos afunda em pesquisas e vai recorrer a Eduardo Campos na TV para segurar Raquel Lyra

O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), enfrenta queda de intenção de voto nas pesquisas para o governo de Pernambuco e decidiu reforçar sua campanha apelando para a memória de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 2014. A estratégia, segundo sua equipe, busca resgatar o vínculo emocional com os eleitores diante do avanço da governadora Raquel Lyra (PSD), que concorre à reeleição.

Pesquisas recentes mostram que Raquel Lyra assumiu liderança no segundo turno, com 51% das intenções de voto, contra 44% do socialista, registrando crescimento em relação ao levantamento anterior. A diferença preocupa a campanha de João Campos, que pretende recuperar terreno reforçando atributos associados à proximidade com a população e ao carisma do ex-prefeito.

A iniciativa inclui a exibição de imagens de Eduardo Campos em inserções de TV e redes sociais, destacando momentos da trajetória política e pessoal do ex-governador. A campanha busca transmitir valores de legado, dedicação e proximidade com os pernambucanos, tentando equilibrar a disputa num cenário eleitoral marcado pelo desgaste da gestão anterior e pelo protagonismo da governadora.

Além da estratégia emocional, a campanha de João Campos aguarda uma definição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre um eventual palanque único em Pernambuco, o que poderia reforçar a consolidação do apoio ao ex-prefeito. O governador do país tem alta popularidade no Estado, com aprovação de 63%, segundo pesquisas de maio.

Aliados de Campos destacam que o ex-prefeito ainda é visto como uma opção jovem e voltada ao futuro, enquanto a adversária mantém vantagem pela estrutura do governo estadual e visibilidade nas inaugurações e obras. A disputa segue acirrada, e o uso da memória política de Eduardo Campos surge como um diferencial emocional para tentar reconectar eleitores com a candidatura de João Campos.