
O Partido Liberal (PL) revisou para baixo suas expectativas em relação ao desempenho na disputa pelo Senado nas eleições deste ano. Segundo relatos de dirigentes da legenda, a projeção interna, que anteriormente apontava para a eleição de 25 senadores, agora trabalha com a possibilidade de conquistar cerca de 17 cadeiras.
A reavaliação ocorre em meio às articulações finais para definição das candidaturas e após uma sequência de acontecimentos políticos que, segundo integrantes do partido, alteraram o cenário eleitoral em diversos estados.
Nos bastidores, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuem a redução das expectativas ao ambiente político enfrentado pela legenda nas últimas semanas, além das dificuldades para consolidar alianças e definir chapas competitivas em colégios eleitorais considerados estratégicos.
Entre os estados citados por dirigentes do partido estão São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde as negociações para composição das candidaturas ao Senado e aos governos estaduais seguem sendo tratadas como decisivas para o desempenho nacional da sigla.
Lideranças do PL também avaliam que o cenário permanece aberto até a realização das convenções partidárias, quando as candidaturas serão oficializadas. A expectativa é de que ajustes nas alianças regionais possam influenciar diretamente a composição da futura bancada da legenda no Senado Federal.
Atualmente, a direção nacional segue concentrada na definição das estratégias eleitorais para os principais estados, buscando fortalecer candidaturas consideradas prioritárias para ampliar sua representação no Congresso Nacional.