Política com conteúdo. Centro com clareza.
sexta-feira, 14 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Política

Aliados de Eduardo Bolsonaro sobem o tom e criticam pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Por Brasil no Centro Publicado em 8 de julho de 2026 às 17:47 3 min de leitura
Compartilhar
Aliados de Eduardo Bolsonaro sobem o tom e criticam pré-campanha de Flávio Bolsonaro

A pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a enfrentar críticas públicas de integrantes e apoiadores do próprio campo político. Nos últimos dias, aliados do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro intensificaram manifestações nas redes sociais questionando a estratégia de comunicação e a organização da campanha do senador.

Entre os principais críticos estão o comentarista Paulo Figueiredo, o influenciador Kim Paim e o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten. Em publicações e vídeos, eles afirmam que a pré-campanha carece de planejamento, comunicação eficiente e maior aproximação com a base tradicional do bolsonarismo.

As críticas ganharam força após a participação de Flávio Bolsonaro em uma audiência realizada nos Estados Unidos, onde o senador tratou de temas relacionados à relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. A atuação do parlamentar dividiu opiniões entre apoiadores e abriu espaço para questionamentos sobre os rumos da campanha.

Fabio Wajngarten utilizou as redes sociais para afirmar que a estrutura da pré-campanha precisa de mudanças. Em suas publicações, sugeriu alterações na coordenação e defendeu o retorno de profissionais que participaram de campanhas anteriores do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Paulo Figueiredo também classificou a estratégia de comunicação como insuficiente e afirmou que a campanha deveria adotar uma postura mais alinhada ao perfil político construído pelo bolsonarismo nos últimos anos. Segundo ele, a resposta da equipe aos acontecimentos recentes tem sido lenta e pouco eficiente na mobilização da militância.

Kim Paim direcionou críticas a integrantes da coordenação da campanha, questionando a produção de conteúdo e a organização da agenda do senador. O influenciador também repercutiu reportagens envolvendo membros da equipe de Flávio Bolsonaro e afirmou que a campanha precisa ampliar sua presença pública.

Apesar da repercussão, integrantes da pré-campanha optaram por não responder oficialmente às declarações. Nos bastidores, pessoas ligadas ao grupo afirmaram que as manifestações refletem divergências internas e preferiram evitar o aprofundamento da disputa pública. Segundo relatos publicados pela imprensa, aliados do senador avaliam que parte das críticas decorre de insatisfações de pessoas que não participam da atual coordenação da campanha.

Os mesmos interlocutores afirmam que Eduardo Bolsonaro não estaria diretamente envolvido nas críticas divulgadas por apoiadores e influenciadores ligados ao seu grupo político.

A troca de declarações evidencia um momento de tensão dentro do campo conservador às vésperas da intensificação da disputa eleitoral, em um cenário no qual diferentes lideranças buscam ampliar influência sobre a estratégia da principal candidatura do grupo.