Sem candidatura do PSDB, Ciro diz estar entre Caiado e Renan Santos para presidência

O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou neste sábado que, diante da ausência de candidatura própria do partido à Presidência da República, enxerga como possíveis escolhas para seu voto no segundo turno os nomes de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). A declaração foi dada em entrevista ao Portal News Cariri, reforçando a indefinição da sigla sobre a orientação nacional para as eleições presidenciais de 2026.
Ciro destacou que, apesar de sua proximidade com ambos os políticos, a decisão será tomada de forma coletiva pelo partido, refletindo uma estratégia de centro democrático que busca se afastar das polarizações extremas que marcam o cenário eleitoral. O ex-ministro enfatizou que, independentemente do apoio presidencial, o foco principal de sua campanha permanece nas questões estaduais, com prioridade em saúde, segurança pública, educação e desenvolvimento econômico do Ceará.
O pré-candidato ressaltou ainda que integrantes de sua base têm liberdade para manifestar opiniões diferentes quanto à disputa nacional, citando membros que podem apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ciro defendeu que divergências internas não comprometem a unidade do PSDB no estado e que a prioridade é a articulação política e eleitoral local.
A declaração ocorre em um momento de movimentações estratégicas do PSDB no Nordeste, com o objetivo de consolidar o partido como uma alternativa de centro equilibrada entre os polos de Lula e Bolsonaro, garantindo protagonismo regional e capacidade de influenciar decisões nacionais. Ciro também observou que, mesmo com alianças em construção, o PSDB mantém espaço para negociações futuras, preservando a flexibilidade para apoiar candidatos que estejam alinhados com a agenda de desenvolvimento sustentável e gestão responsável.
A análise política feita pelo pré-candidato evidencia que, sem um nome próprio na corrida presidencial, o PSDB busca consolidar alianças estratégicas que reforcem a presença do partido em regiões importantes do Nordeste, mantendo diálogo com lideranças como Caiado e Santos, e evitando aproximação direta com os extremos do espectro político.