Após obtenção do Green Card, Eduardo Bolsonaro se estabelece nos EUA

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebeu um Green Card concedido pelos Estados Unidos com base em “habilidades extraordinárias”, segundo declaração do aliado da família, Paulo Figueiredo. O documento garante residência permanente ao ex-parlamentar, permitindo que ele trabalhe e estude no país sem restrições temporais.
Figueiredo comemorou nas redes sociais a obtenção do visto e afirmou que Eduardo está “protegido na Terra dos Livres” e seguirá atuando para que “o Brasil não tenha mais exilados”. O Green Card é um visto de residência permanente destinado a imigrantes que comprovam habilidades excepcionais em suas áreas, processo que normalmente demanda anos de análise rigorosa.
O pedido do documento foi protocolado há mais de um ano, mas só foi concedido recentemente, após Eduardo atender aos critérios exigidos para a obtenção da residência permanente. Em entrevista ao Metrópoles, o ex-parlamentar declarou sentir-se seguro nos Estados Unidos. “Segui o processo, atendi os critérios e agora chegou o resultado. Vim para cá inicialmente por alguns dias e acabei me exilando por conta da perseguição política no Brasil. Aqui, os abusos do Alexandre (ministro Alexandre de Moraes, STF) não têm efeito”, afirmou.
A concessão do Green Card ocorre em meio a tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Recentes tarifas impostas pelo governo americano a produtos brasileiros geraram críticas públicas de figuras como o secretário de Estado Marco Rubio, que apontou supostas dificuldades nas negociações lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Eduardo Bolsonaro enfrenta ainda penalidades no Brasil. No mês passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou por coação a magistrados e tentativa de influenciar sanções internacionais contra o Judiciário brasileiro. A pena aplicada foi de quatro anos e dois meses de prisão em regime inicial semiaberto, além de multa de 100 salários-mínimos, com inelegibilidade por oito anos.
Desde fevereiro de 2025, Eduardo reside nos Estados Unidos, inicialmente com visto de turista, que permite permanência por seis meses. Ele havia considerado solicitar asilo político para regularizar sua situação, enquanto articulava retorno ao Brasil próximo às eleições de 2026 para disputar Senado ou integrar chapa presidencial ao lado do pai.