Renan Santos critica Eduardo Bolsonaro por submissão à Trump: ‘Faxineiro na Casa Branca’

O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, voltou a provocar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receber o Green Card concedido pelos Estados Unidos. Eduardo reside no país desde fevereiro do ano passado e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por atuar na imposição de sanções contra autoridades brasileiras, em tentativas de pressionar a Corte antes da condenação do ex-presidente.
Durante agenda em Cuiabá (MT), no início desta semana, e em publicações nas redes sociais, Renan classificou Eduardo Bolsonaro como “vassalo” de Donald Trump, ironizando a situação do ex-parlamentar. “Ele é um vassalo do Trump, então, nada melhor, né? Agora, talvez, ele arrume um emprego, sei lá, de faxineiro da Casa Branca”, afirmou.
Renan Santos antecipou a convenção do Missão para o dia 20 de julho, antes da data inicial de 1º de agosto, e foi homologado oficialmente como candidato ao Planalto. A decisão, segundo ele, foi motivada por ameaças de facções criminosas, que teriam influenciado na urgência da formalização da candidatura.
O Green Card concedido a Eduardo Bolsonaro permite residência permanente nos Estados Unidos, com direito a trabalhar e estudar sem restrições adicionais. A concessão ocorre em um momento de tensão comercial entre Brasil e EUA, em razão de novas tarifas sobre produtos brasileiros que entraram em vigor nesta semana.
O STF determinou que Eduardo Bolsonaro cumpra pena de quatro anos e dois meses em regime semiaberto e pague multa de 100 salários-mínimos, além de aplicar inelegibilidade por oito anos a partir do término da pena.
Renan não foi o único a criticar Eduardo Bolsonaro. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também comentou sobre o Green Card, afirmando que o visto permanente deveria beneficiar produtores brasileiros para acessar o mercado americano e classificando o ex-deputado de “pateta”. Caiado escreveu ainda que, diferentemente do personagem da Disney, “o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos”.