Política com conteúdo. Centro com clareza.
sexta-feira, 14 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Política

Indicação de Pacheco ao STF pode deixar Lula sem principal palanque em Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 15 de agosto de 2025 às 21:18 2 min de leitura
Compartilhar
Indicação de Pacheco ao STF pode deixar Lula sem principal palanque em Minas

O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) voltou ao centro das especulações políticas com a possibilidade de ser indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), caso o ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, antecipe sua aposentadoria. O movimento tem apoio declarado do decano Gilmar Mendes e articulação do presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Embora sua experiência jurídica e atuação política o credenciem para a vaga, a eventual saída de Pacheco do Senado teria efeito direto sobre a disputa pelo governo de Minas em 2026. O senador é hoje a principal aposta de Lula para liderar um palanque competitivo no estado contra o governador Romeu Zema (Novo) e seu grupo político.

Nos bastidores, há quem avalie que, sem Pacheco na corrida estadual, o campo de centro-esquerda mineiro ficaria enfraquecido e com dificuldade de encontrar um nome com capilaridade, estrutura e perfil de moderação capaz de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado mineiro.

Barroso, por sua vez, tem sinalizado a possibilidade de antecipar sua saída do STF, alegando já ter “cumprido sua missão”. Caso isso ocorra, Lula teria a oportunidade de nomear mais um ministro, e Pacheco surge como opção com respaldo de setores do Judiciário e do Congresso.

Desde que deixou a presidência do Senado, o mineiro intensificou agendas no interior, inaugurando obras, entregando máquinas agrícolas e fortalecendo alianças com prefeitos. Essas movimentações alimentavam a expectativa de que ele confirmaria candidatura ao governo estadual em 2026, apoiado diretamente pelo Palácio do Planalto.

A ida ao STF, no entanto, mudaria completamente o xadrez mineiro — abrindo espaço para que Zema e seus aliados consolidem vantagem sem uma liderança de peso no campo adversário. Lula, que conta com Minas como peça-chave para seu projeto político, teria que reavaliar sua estratégia local.

Por enquanto, Pacheco evita declarações diretas sobre a possibilidade de assumir a toga, mantendo o clima de indefinição que agita tanto Brasília quanto Belo Horizonte.