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Política

PF investiga esquema de desvio de dinheiro na secretaria de saúde de Alagoas

Por Brasil no Centro Publicado em 30 de julho de 2026 às 13:18 3 min de leitura
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PF investiga esquema de desvio de dinheiro na secretaria de saúde de Alagoas

A Polícia Federal investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo contratos da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau). Relatório da Operação Estágio IV aponta que um assessor teria recebido transferências via Pix de uma empresa fornecedora da pasta e, segundo os investigadores, realizado saques em dinheiro que seriam destinados ao então secretário de Saúde, Gustavo Pontes.

De acordo com os documentos da investigação, Raul Pereira Lima é apontado como possível operador financeiro do grupo investigado por supostas irregularidades na movimentação de recursos públicos da área da saúde.

O relatório da Polícia Federal cita conversas entre Raul e o empresário José Adelson Maciel de Moraes, proprietário da empresa CHMMED Produtos Médicos Hospitalares Eireli, que mantinha contratos com a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas.

Segundo a investigação, mensagens encontradas durante a apuração indicam que o empresário teria orientado o assessor a fornecer uma chave Pix para receber valores. Os investigadores afirmam que, em uma das conversas, José Adelson teria mencionado a preferência por transferências eletrônicas para evitar procedimentos relacionados a saques por cheque.

Outro trecho citado pela PF aponta que o empresário teria solicitado uma nova chave Pix para realizar pagamentos, com a justificativa de evitar movimentações repetidas em uma mesma conta e reduzir possíveis alertas.

Entre os documentos analisados pela investigação estão comprovantes de três transferências realizadas pela CHMMED em favor de Raul Pereira Lima. Os valores identificados foram de R$ 25 mil, transferidos em 6 de novembro de 2023, R$ 45 mil, em 8 de novembro de 2023, e R$ 25 mil, em 21 de novembro de 2023. As operações tinham descrições relacionadas à compra de órteses, próteses e materiais especiais (OPME).

A Polícia Federal afirma ainda ter identificado outras movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo transferências para terceiros, pagamentos relacionados a um imóvel e conversas sobre limites para saques em espécie.

Segundo os investigadores, o conjunto de informações reunidas indica uma possível atuação de Raul Pereira Lima como intermediador financeiro das movimentações investigadas. As apurações apontam que os valores teriam circulado durante o período em que a CHMMED mantinha contratos para fornecimento de materiais hospitalares à Sesau.

A Operação Estágio IV segue em andamento e os fatos investigados ainda deverão passar pela análise da Justiça. Os citados possuem direito ao contraditório e à ampla defesa.

A defesa de Gustavo Pontes afirma que não houve irregularidades e questiona aspectos do procedimento investigativo, alegando que eventuais nulidades serão demonstradas durante o processo.

Até o momento, não há condenações ou decisões judiciais definitivas contra os investigados.