Mateus Simões diz que Marcelo Aro ‘parasitou’ governo de Minas por 4 anos

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta quinta-feira (30) que Marcelo Aro (PP) deixará o governo estadual após anos de atuação na administração mineira e acusou o ex-secretário de ter utilizado sua posição no Executivo para fortalecer um projeto político pessoal.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Simões comentou a decisão de Aro de deixar o governo após articulações para disputar o Palácio Tiradentes em 2026. Segundo o governador, o movimento surpreendeu o grupo político ligado ao ex-governador Romeu Zema (Novo), que havia mantido Aro como um dos nomes de confiança da gestão estadual.
“O Marcelo, para minha surpresa, disse que vem há semanas negociando a estrutura da candidatura dele ao governo do estado, concorrendo comigo, apesar da minha afirmação, ao longo das últimas semanas, de que ele seria ainda meu candidato ao Senado”, afirmou Simões.
O governador declarou que considera a saída uma ruptura política e criticou a trajetória de Aro dentro da administração estadual. “Depois de por quatro anos ter parasitado o Governo de Minas Gerais, aparentemente, para nutrir um projeto que é absolutamente pessoal”, disse.
Durante o governo de Romeu Zema, Marcelo Aro ocupou posições estratégicas, como secretário de Governo e chefe da Casa Civil, áreas responsáveis pela articulação política do Executivo estadual com deputados, prefeitos e demais instituições.
A relação entre os grupos começou a se desgastar após mudanças no cenário eleitoral para o Senado. Com a filiação do senador Carlos Viana (Podemos) ao PSD e a possibilidade de sua candidatura à reeleição, Aro perdeu espaço na composição inicialmente planejada para disputar uma vaga ao Senado na chapa de Mateus Simões.
Nas últimas semanas, Marcelo Aro passou a articular uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais, movimento que alterou o cenário da disputa estadual e abriu uma nova rodada de negociações entre partidos aliados.
O ex-secretário possui influência política construída ao longo dos últimos anos, com apoio entre parlamentares e lideranças municipais em diferentes regiões do estado. A movimentação também impacta as conversas envolvendo PL e Republicanos, que ainda avaliavam seus caminhos para a disputa pelo governo mineiro.
Procurado, Marcelo Aro não havia se manifestado até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para sua manifestação.