Caiado chama Lula de ‘Dilma 2’ por ‘explodir o orçamento de 2027’

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria comprometido o equilíbrio das contas públicas previstas para 2027 e comparou a situação fiscal do país ao cenário enfrentado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Durante entrevista, Caiado declarou que o orçamento do próximo ano teria sido pressionado por medidas consideradas populistas e afirmou que os efeitos da política econômica do atual governo poderiam aparecer após o período eleitoral.
“O orçamento de 2027 não se comporta mais do que o Lula já deu de concessões populistas. Já extrapolou tudo. O projeto de 2027 na mão do PT é ‘Dilma 2’: 4 milhões de desempregados, empresas fechando”, afirmou o candidato.
Segundo Caiado, o governo federal teria calculado que uma deterioração fiscal ocorreria somente depois das eleições, mas que os impactos já estariam sendo percebidos. O ex-governador de Goiás defendeu maior responsabilidade no controle das despesas públicas e afirmou que pretende apresentar uma alternativa econômica baseada em previsibilidade e confiança.
Na entrevista, o candidato do PSD também falou sobre sua relação com o setor produtivo e afirmou que pretende reconstruir a confiança de empresários e investidores em um eventual governo.
“O empresário vai acreditar, vamos apaziguar os ânimos, cumprir a palavra. O empresário vai ver que vale a pena”, declarou.
Ao comentar a relação entre Executivo e Congresso Nacional, Caiado criticou o modelo atual de distribuição de emendas parlamentares e afirmou que é necessário discutir o papel do presidente da República na definição das prioridades nacionais.
“Quem elege o projeto de governo para o país? São 513 deputados e 81 senadores ou é o presidente da República?”, questionou.
O candidato também afirmou que o Brasil estaria perdendo protagonismo internacional e destacou a necessidade de recuperar competitividade econômica. Para Caiado, o país precisa retomar uma trajetória de crescimento com maior participação no comércio global.
“A economia está cada vez menos participativa no mercado internacional. Você está observando um país que está ficando cada vez menos relevante”, afirmou.
As declarações fazem parte da estratégia de Caiado de apresentar a responsabilidade fiscal e a gestão econômica como temas centrais de sua campanha presidencial para 2026.