Progressistas desautoriza possibilidade de Tereza Cristina ser vice de Flávio Bolsonaro

O Progressistas (PP) afirmou que não há definição sobre uma eventual indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. A possibilidade ganhou força após uma conversa entre os dois parlamentares, mas enfrenta resistência dentro da legenda.
Segundo aliados envolvidos nas negociações, Tereza Cristina conversou com Flávio Bolsonaro e admitiu pela primeira vez a possibilidade de integrar a chapa como candidata a vice-presidente. A senadora vinha resistindo à ideia, mas passou a avaliar a alternativa após articulações envolvendo lideranças políticas e representantes do setor do agronegócio.
A composição, no entanto, depende de um acordo mais amplo entre o PL e a federação formada pelo Progressistas e pelo União Brasil. Dentro do PP, dirigentes afirmam que ainda existe resistência a uma aliança formal com o partido de Flávio Bolsonaro.
O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), iniciou consultas internas com lideranças da sigla para avaliar o cenário eleitoral. Segundo integrantes do partido, a tendência apontada pela maioria dos dirigentes seria pela manutenção de uma posição de neutralidade na disputa presidencial.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (30), Tereza Cristina afirmou que a conversa com Flávio Bolsonaro foi positiva, mas destacou que nenhuma decisão foi tomada até o momento.
“No encontro, produtivo, falou-se pela primeira vez sobre a Vice-Presidência, mas nada foi decidido, até porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”, afirmou a senadora.
A possibilidade de ter Tereza Cristina como vice passou a ser uma das prioridades da direção nacional do PL. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, já declarou publicamente que considera a senadora um nome ideal para compor a chapa de Flávio Bolsonaro.
A senadora, porém, também é cotada para disputar a presidência do Senado Federal em 2027, movimento que conta com apoio de setores do Congresso e pode influenciar sua decisão sobre a eleição presidencial.
As negociações seguem em andamento e dependem da definição das alianças partidárias para a disputa pelo Palácio do Planalto.