Caiado diz que Lulinha é igual a Flávio Bolsonaro: “filho investigado e pai finge que não vê”

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) comparou as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que casos envolvendo familiares de líderes políticos devem ser tratados com o mesmo rigor pelas instituições.
Em uma publicação nas redes sociais, o ex-governador de Goiás afirmou que a investigação contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa, segundo sua avaliação, um problema relacionado à proximidade entre poder político e interesses privados.
“Filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver. Esse é o retrato da novela política chamada PT”, escreveu Caiado. O político também afirmou que o episódio representaria uma “monarquia disfarçada de república”, na qual haveria proteção de familiares de autoridades.
Na manifestação, Caiado citou tanto o caso envolvendo Lulinha quanto investigações que já atingiram Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa”, declarou.
A declaração ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a abertura de um inquérito solicitado pela Polícia Federal para investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Lulinha. A apuração busca esclarecer possíveis relações entre a atuação de empresas ligadas ao mercado de cannabis medicinal e contatos com integrantes do governo federal.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que não houve qualquer irregularidade e questiona os fundamentos da investigação.
O tema também foi explorado por integrantes da oposição. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência da República, afirmou que o caso envolvendo Lulinha demonstra diferenças no tratamento dado às investigações relacionadas a integrantes dos grupos políticos ligados ao governo e à oposição.
“Para o Lulinha, está faltando braço, está faltando gente”, declarou o senador em transmissão pelas redes sociais.
Outros nomes da oposição também comentaram a abertura do inquérito. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou críticas ao caso, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que novas informações surgiriam com o avanço das investigações.
Em meio à repercussão, o presidente Lula afirmou que não pretende utilizar o cargo para proteger o filho. Durante participação em um podcast, o petista disse que Lulinha deverá responder caso sejam comprovadas irregularidades.
“Ele não tem o direito de errar. Não vai usar minha carga para proteger [Lulinha]. Ele vai ter que provar que é inocente”, declarou o presidente.
A investigação segue em fase inicial e os envolvidos ainda possuem direito ao contraditório e à ampla defesa.