Política com conteúdo. Centro com clareza.
sexta-feira, 14 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Política

PF fecha o cerco e pede abertura de 3º inquérito contra Lulinha

Por Brasil no Centro Publicado em 3 de agosto de 2026 às 15:47 2 min de leitura
Compartilhar
PF fecha o cerco e pede abertura de 3º inquérito contra Lulinha

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido tem como base suspeitas relacionadas a possível tráfico de influência e será analisado pela Corte.

A nova apuração ocorre após o STF autorizar recentemente outros dois inquéritos envolvendo o empresário. Um deles investiga suspeitas de que Lulinha teria atuado para facilitar negociações envolvendo o mercado de cannabis medicinal e empresas com interesses junto ao governo federal. A investigação busca esclarecer se houve eventual intermediação de acesso a órgãos públicos em troca de vantagens financeiras.

O segundo procedimento autorizado pela Justiça apura a suspeita de que o filho do presidente teria participado de articulações para beneficiar um empresário interessado em contratos e negociações com órgãos públicos, incluindo a Dataprev, empresa estatal ligada à área de tecnologia.

Segundo a defesa de Lulinha, o novo pedido da Polícia Federal será questionado. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a sequência de investigações representa uma tentativa de ampliar as apurações sem elementos suficientes já identificados.

“Não encontrei nada aqui e vou procurar ali. Isso fragiliza as instituições, traz insegurança para o processo eleitoral”, declarou o defensor, classificando a iniciativa como uma “pesca probatória”.

O presidente Lula afirmou que não pretende utilizar o cargo para interferir em qualquer investigação envolvendo o filho. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista disse que Lulinha deverá responder pelos próprios atos caso sejam comprovadas irregularidades.

“Não vou usar minha carga para proteger. Ele vai ter que provar que é inocente como eu provei”, afirmou o presidente.

As investigações autorizadas anteriormente estão sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF. O novo pedido apresentado pela Polícia Federal deverá seguir o trâmite interno da Corte para definição do responsável pela condução do caso.

A abertura de novas apurações envolvendo o filho do presidente acontece em meio ao cenário eleitoral de 2026 e aumenta a pressão política sobre o governo federal, que busca manter a agenda de reeleição de Lula.