Política com conteúdo. Centro com clareza.
sexta-feira, 14 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Política

Governo Milei rejeita pedido de desculpas e critica decisão do Brasil de reduzir relação diplomática

Por Brasil no Centro Publicado em 6 de agosto de 2026 às 13:08 3 min de leitura
Compartilhar
Governo Milei rejeita pedido de desculpas e critica decisão do Brasil de reduzir relação diplomática

O governo da Argentina afirmou nesta quarta-feira (5) que não pretende pedir desculpas ao Brasil pelas declarações do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que levaram o Itamaraty a reduzir temporariamente o nível da representação diplomática entre os dois países.

Em entrevista coletiva, o chanceler argentino Pablo Quirno classificou a decisão brasileira como “lamentável” e “unilateral”, mas afirmou que Buenos Aires pretende manter abertas as vias de diálogo com Brasília.

Segundo o ministro argentino, as divergências entre os governos fazem parte de um cenário de diferenças políticas e ideológicas que, na avaliação dele, já vinham ocorrendo nos últimos anos.

“Lula proferiu insultos ao nosso presidente que não foram respondidos”, afirmou Quirno, sem detalhar quais declarações estaria mencionando. O chanceler também declarou que a América do Sul passa por mudanças políticas e indicou apoio à possibilidade de uma mudança de governo no Brasil nas próximas eleições.

A crise diplomática aumentou após o governo brasileiro decidir manter fora de Buenos Aires o embaixador Julio Bitelli. Com a medida, a representação do Brasil na Argentina passa a ser conduzida por um encarregado de negócios, sem a presença do principal representante diplomático.

Do lado argentino, o embaixador Guillermo Daniel Raimondi também foi informado sobre a possibilidade de retorno a Buenos Aires. As tratativas entre os dois governos passarão a ocorrer por meio dos representantes diplomáticos responsáveis pelos encargos temporários.

A decisão brasileira foi tomada após uma sequência de declarações de Milei contra Lula. O presidente argentino participou, em julho, de um evento político no Brasil que lançou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e fez críticas ao governo brasileiro e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Dias depois, em entrevista ao canal argentino LN+, Milei voltou a atacar Lula e repetiu acusações contra o presidente brasileiro, ampliando o desgaste entre os dois países.

O governo argentino, porém, afirmou que não pretende adotar novas medidas diplomáticas em resposta à decisão brasileira. “Estamos sempre dispostos a manter as relações. De nosso lado, não haverá nenhuma reação diplomática”, declarou Pablo Quirno.

A tensão ocorre entre dois dos principais países da América do Sul, que mantêm uma relação histórica de cooperação econômica e comercial. Apesar do conflito político entre os governos, setores diplomáticos dos dois países defendem a preservação dos canais institucionais para evitar impactos nas relações bilaterais.