
O empresário Flávio Roscoe (PL-MG), oficializado como candidato do Partido Liberal ao governo de Minas Gerais, afirmou nesta quinta-feira (6) que a legenda deverá disputar a eleição estadual com uma chapa própria e que o nome do candidato a vice-governador já foi definido internamente, aguardando apenas o anúncio oficial.
Ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Roscoe teve seu nome confirmado pelo partido após semanas de negociações sobre a composição da direita mineira. A escolha encerrou um período de indefinição envolvendo outros nomes avaliados pela legenda, entre eles o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).
Em entrevista, Roscoe afirmou que sempre manteve seu nome à disposição do partido e evitou transformar o processo de escolha em uma disputa interna.
“Meu nome estava à disposição durante todo esse processo. Eu aguardei as definições. Não criei nenhuma divisão, nenhuma dificuldade e não fiz contraponto à candidatura do senador Cleitinho”, declarou.
A definição do PL ocorre em um cenário de reorganização das forças políticas de direita em Minas Gerais. Cleitinho chegou a sinalizar que não disputaria o governo estadual, mas aliados ainda trabalham para reverter a decisão e manter seu nome na disputa.
Além do senador, o partido avaliou outros possíveis candidatos, como o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli e o ex-deputado Marcelo Aro, que atualmente se movimenta para disputar uma vaga ao Senado.
Com trajetória construída no setor empresarial, Flávio Roscoe chega à sua primeira eleição majoritária enfrentando o desafio de ampliar sua presença política além do ambiente industrial. O empresário comandou a Fiemg e ganhou projeção estadual durante sua atuação à frente da entidade.
Durante a apresentação da candidatura, Roscoe destacou sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que pretende atuar ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
O candidato também apresentou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu mudanças em programas sociais, argumentando que políticas de transferência de renda devem incentivar a autonomia financeira dos beneficiários.
“Eu defendo um programa de renda mínima em que todos os brasileiros com renda inferior a determinado valor possam receber o benefício, trabalhando ou não. A ideia é criar condições para que as pessoas tenham mais independência”, afirmou.
Na área de segurança pública, Roscoe afirmou que pretende ampliar investimentos no sistema prisional e melhorar a estrutura dos serviços oferecidos pelo Estado. Segundo ele, a política de segurança deve considerar diferentes níveis de criminalidade e priorizar a atuação contra crimes mais graves.
Nascido em Belo Horizonte, o empresário é sócio-diretor de empresas do grupo Colortextil, do setor de malharia, e deixou a presidência da Fiemg para se dedicar à disputa eleitoral.
Pesquisas recentes ainda mostram um cenário inicial desafiador para o candidato do PL. Levantamento Genial/Quaest divulgado no fim de julho apontou Roscoe com 4% das intenções de voto em um cenário sem a presença de Cleitinho, resultado que coloca o empresário em fase inicial de construção de sua candidatura.
Ao lado de Flávio Bolsonaro, Roscoe afirmou que espera contar com Cleitinho durante a campanha e defendeu uma união das forças políticas que integram o campo da direita em Minas Gerais.