Política com conteúdo. Centro com clareza.
sexta-feira, 14 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Política

STF mantém 14 anos de prisão para Débora do Batom

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de agosto de 2025 às 14:49 2 min de leitura
Compartilhar
STF mantém 14 anos de prisão para Débora do Batom

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou mais um recurso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, mantendo sua condenação a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro. Débora ficou conhecida por pichar com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao STF.

A defesa da ré alegava que se tratava de um ato simbólico, ligado à livre manifestação, e pediu absolvição parcial ou redução da pena, citando votos divergentes de outros ministros. No entanto, Moraes destacou que o recurso só poderia ser aceito se houvesse pelo menos dois votos pela absolvição, o que não ocorreu, e reafirmou a validade da condenação.

O caso marcou a primeira divergência pública a Moraes na Primeira Turma do STF, quando o ministro Luiz Fux propôs pena menor para Débora. Aliados de Bolsonaro interpretaram essa divergência como um indicativo para o julgamento do ex-presidente, previsto entre 2 e 12 de setembro, mas Moraes reforçou que a decisão sobre a cabeça de Débora não deixa dúvidas: nenhum ato de violência ou tentativa de golpe ficará impune.

A frase que deu fama à ré, “Perdeu, mané”, remeteu à resposta do ministro Luís Roberto Barroso a um bolsonarista em Nova York, após a derrota do ex-presidente nas urnas. A decisão reforça o compromisso do STF com o Estado de direito e a punição de crimes contra a democracia.