Aécio critica fisiologismo do PSD: “Brasil precisa de partidos programáticos e não legendas pragmáticas”

Fundado em 2011, PSD de Gilberto Kassab apoiou e ocupou cargos nos governos Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula.

Aécio critica fisiologismo do PSD: “Brasil precisa de partidos programáticos e não legendas pragmáticas”

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, fez críticas públicas ao PSD e ao seu presidente, Gilberto Kassab, ao comentar a filiação de seis deputados estaduais tucanos de São Paulo à legenda. A declaração foi dada nesta quinta-feira (5), após o anúncio da mudança partidária.

Aécio afirmou que o PSD atua de forma pragmática na política e defendeu a necessidade de fortalecimento de partidos com projetos definidos. Segundo ele, o PSDB segue em processo de reorganização e não negocia sua identidade política.

Em declaração, o dirigente tucano disse que o PSD, desde sua fundação em 2011, não exerceu papel de oposição a governos federais ou estaduais. Aécio ressaltou que a sigla apoiou diferentes administrações ao longo dos últimos anos, independentemente de orientação ideológica.

Criado por Gilberto Kassab, o PSD integrou e ocupou espaços nos governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, mantendo presença em ministérios, secretarias e cargos estratégicos.

O presidente do PSDB também afirmou que o partido não está à venda e que trabalha para construir um projeto nacional próprio, com base programática. Segundo ele, a legenda pretende se fortalecer eleitoralmente sem depender de cargos ou alianças circunstanciais.

Aécio reconheceu que o PSDB perdeu quadros importantes nos últimos anos, como governadores, prefeitos e parlamentares que migraram para outras siglas, incluindo o PSD. Ainda assim, afirmou que o partido segue mobilizado para apresentar uma alternativa política ao país.