Aécio destaca coragem de Motta ao incluir Dosimetria e Cassações na pauta da Câmara

Presidente do PSDB avalia que decisões evitam contaminação eleitoral e devolvem autonomia à condução da Casa

Aécio destaca coragem de Motta ao incluir Dosimetria e Cassações na pauta da Câmara

O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, saiu em defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, diante das críticas que o parlamentar paraibano tem recebido tanto da direita quanto da esquerda. Para Aécio, Motta demonstrou coragem política ao enfrentar temas sensíveis e de alto custo ao incluí-los na pauta do Legislativo.

Segundo o tucano, a decisão de levar adiante o debate sobre o projeto da dosimetria das penas e os processos de cassação de parlamentares foi acertada. Na avaliação de Aécio, adiar essas discussões para o próximo ano significaria permitir que elas contaminassem o ambiente eleitoral, favorecendo extremos ideológicos e desviando o foco do Parlamento.

Aécio destacou que Motta assumiu riscos ao pautar matérias polêmicas sem submeter previamente as decisões a negociações amplas, mas afirmou que esse movimento libertou a presidência da Câmara de pressões que vinham travando a agenda legislativa. Para ele, ao enfrentar o desgaste agora, Motta cria condições para iniciar o próximo ano com maior autonomia e capacidade de condução.

Na última semana, o presidente da Câmara colocou em votação o projeto da dosimetria e avançou na análise de cassações envolvendo parlamentares de diferentes espectros políticos. Algumas decisões acabaram sendo revertidas ou suavizadas pelo plenário, mas, para Aécio, o gesto político de enfrentar os temas foi mais relevante do que o resultado imediato das votações.

Ex-presidente da Câmara, Aécio afirmou ter uma leitura distinta das críticas dirigidas a Hugo Motta. Na sua visão, o atual presidente pagou um preço político no curto prazo, mas tende a sair fortalecido institucionalmente. O tucano avaliou ainda que Motta reúne as condições para conduzir a Casa com equilíbrio, característica que, segundo ele, sempre marcou a trajetória do parlamentar à frente do comando da Câmara.