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Após briga com Michelle, campanha de Flávio Bolsonaro deve anunciar vice mulher

Por Brasil no Centro Publicado em 26 de junho de 2026 às 13:53 2 min de leitura
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Após briga com Michelle, campanha de Flávio Bolsonaro deve anunciar vice mulher

A pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve acelerar a definição do nome que ocupará a vice na chapa de 2026 após a crise pública envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Aliados do pré-candidato avaliam que a escolha de uma mulher para a composição da chapa ganhou força como forma de reduzir desgastes políticos e reorganizar a estratégia eleitoral após a repercussão das divergências expostas nos últimos dias.

Nos bastidores, a avaliação é de que os vídeos e declarações de Michelle, nos quais ela afirma ter sido desrespeitada em discussões internas sobre alianças partidárias, geraram impacto direto na comunicação da campanha e exigiram uma resposta mais rápida da equipe de Flávio.

Mesmo com o cenário de tensão, integrantes do PL afirmam que o plano de ter uma vice mulher já estava em discussão antes do episódio, mas passou a ser tratado como prioridade após a crise familiar ganhar repercussão pública.

A estratégia considera também o desafio de ampliar a presença da candidatura entre o eleitorado feminino, segmento no qual pesquisas internas indicam maior resistência ao nome de Flávio, embora aliados minimizem o risco de perda de apoio da base mais fiel.

A campanha trabalha com a possibilidade de anunciar a composição da chapa nas próximas duas semanas, ainda sem definição do nome que ocupará a vaga de vice.

Entre os nomes citados estão as deputadas federais Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF), além da ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos). Também há menções à deputada Simone Marquetto (PP-SP), embora sua viabilidade dependa de negociações dentro da federação partidária.

Após a crise, tanto Flávio quanto Michelle buscaram reduzir o tom das declarações públicas e passaram a defender a ideia de unidade política, afirmando que as divergências não significam rompimento dentro do grupo.