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Política

Arthur Henrique (PL) vence eleição suplementar, mas TSE inválida votos em Roraima

Por Brasil no Centro Publicado em 22 de junho de 2026 às 10:33 3 min de leitura
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Arthur Henrique (PL) vence eleição suplementar, mas TSE inválida votos em Roraima

Arthur Henrique (PL) terminou a eleição suplementar para o governo de Roraima na dianteira, mas ainda não pode ser considerado eleito oficialmente. O ex-prefeito de Boa Vista recebeu 160.004 votos, o equivalente a 60,87% da votação, no pleito realizado neste domingo, 21, mas os votos atribuídos à sua chapa aparecem no sistema da Justiça Eleitoral como anulados sub judice.

A disputa foi convocada após a cassação da chapa eleita em 2022. Com a queda do então governador Antonio Denarium (Republicanos) e do vice Edilson Damião (União Brasil), Roraima voltou às urnas para escolher quem comandará o estado até o fim do mandato. O presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), assumiu interinamente o governo e também disputou a eleição suplementar.

Na apuração, Soldado Sampaio ficou em segundo lugar, com 93.897 votos, ou 35,72%. Nelita Frank (PT) terminou em terceiro, com 8.948 votos, o equivalente a 3,40%. Ao todo, 270.558 eleitores participaram da votação. Apesar da ampla vantagem de Arthur nas urnas, o TSE não proclamou vencedor porque a validade da candidatura do candidato mais votado ainda depende de decisão judicial.

O impasse gira em torno do prazo de desincompatibilização. O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima havia definido que candidatos interessados em disputar a eleição suplementar deveriam deixar cargos públicos em até 24 horas após as convenções partidárias. Com base nessa regra, Arthur renunciou à Prefeitura de Boa Vista em 2 de abril para entrar na disputa.

A situação mudou após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a aplicação dos prazos gerais previstos na legislação eleitoral, de três, quatro ou seis meses, conforme o cargo ocupado. A decisão atingiu diretamente Arthur Henrique, que passou a ter o registro de candidatura questionado. A Primeira Turma do STF referendou o entendimento de Dino, enquanto o caso ainda aguarda desfecho definitivo na Justiça Eleitoral.

Mesmo com o registro indeferido, Arthur manteve a campanha e concorreu sub judice, ao lado do vice Subtenente Velton (PL). Na prática, os eleitores puderam votar normalmente no número da chapa, mas os votos ficaram separados da totalização válida até que a Justiça decida se eles poderão ser aproveitados.

Após a apuração, Arthur afirmou nas redes sociais que “a vontade do povo prevaleceu”. O resultado, porém, abre uma nova etapa da disputa, agora nos tribunais. Caso a candidatura seja validada, ele poderá ser proclamado eleito. Se a Justiça mantiver a anulação dos votos, o destino da eleição suplementar voltará a depender de decisão judicial.

O caso expõe mais uma vez o custo político e institucional de disputas eleitorais marcadas por decisões cruzadas, insegurança jurídica e candidaturas levadas até a urna sem definição final. Em um estado que já havia sido arrastado a uma nova eleição por abuso de poder político e econômico, Roraima termina o domingo sem uma resposta definitiva sobre quem comandará o governo.