
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora no quadro pulmonar e pode deixar a Unidade de Terapia Intensiva até o fim desta semana, segundo avaliação divulgada pela equipe médica que acompanha sua internação em Brasília. Aos 70 anos, ele está hospitalizado desde a última sexta-feira com broncopneumonia bacteriana e segue sem previsão formal de alta hospitalar.
A evolução clínica foi confirmada após novos exames de imagem e pela resposta ao reforço no tratamento com antibióticos. De acordo com os médicos, Bolsonaro reagiu de forma positiva à introdução de um terceiro medicamento, adotado na madrugada de domingo, o que contribuiu para a redução dos marcadores inflamatórios e para a melhora dos sintomas respiratórios.
A tomografia mais recente apontou recuperação no pulmão direito, enquanto o esquerdo ainda apresenta comprometimento moderado. Mesmo assim, a equipe considera que o quadro caminha de forma favorável. Os profissionais mantêm cautela e afirmam que a permanência na UTI ainda é uma medida de segurança, necessária para monitorar a evolução clínica mais de perto antes de qualquer transferência para o quarto.
Em boletim médico divulgado nesta quarta-feira, o hospital informou que houve melhora parcial dos achados tomográficos e avanço importante nos indicadores laboratoriais. O tratamento continua com antibioticoterapia, fisioterapia respiratória e suporte clínico intensivo.
Os médicos também monitoram a possibilidade de sequelas pulmonares, como fibrose, embora ressaltem que o foco neste momento seja consolidar a recuperação da infecção e evitar agravamentos. A preocupação existe, mas ainda não há indicação de complicação definitiva.
Outro ponto observado pela equipe é a interrupção do quadro de soluços persistentes, que vinha incomodando o ex-presidente e, segundo os médicos, teve relação com o episódio de aspiração que desencadeou a broncopneumonia. Um novo medicamento foi incorporado para controlar esse sintoma.
Ainda segundo a equipe médica, Bolsonaro está consciente, disciplinado com o tratamento e vem colaborando com as sessões de fisioterapia. Os profissionais relatam que ele demonstrou preocupação com a infecção, mas vem respondendo bem às condutas adotadas desde a internação.
A atualização sobre o estado de saúde do ex-presidente ocorre no momento em que sua defesa voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal a substituição da prisão por regime domiciliar. Questionado sobre o tema, um dos médicos afirmou que, do ponto de vista estritamente técnico, um ambiente residencial com estrutura adequada de apoio multiprofissional tende a oferecer mais conforto e melhores condições de acompanhamento contínuo.
Sem previsão de alta, Bolsonaro segue internado no DF Star, em Brasília, com acompanhamento intensivo. A expectativa da equipe é observar a manutenção da melhora clínica ao longo dos próximos dias para então avaliar, com segurança, a saída da UTI.