Celso Sabino reage à suspensão no União Brasil e diz que “ficou insustentável permanecer no partido”

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que sua permanência no União Brasil se tornou “insustentável” após o partido determinar seu afastamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (1º), poucas horas depois de a executiva nacional da sigla aprovar sua suspensão por 60 dias, o afastamento da presidência do diretório do Pará e a abertura de processo de expulsão.
Sabino classificou a decisão como uma “violação muito grande” e disse que se defenderá “de peito aberto e cabeça erguida”.
“Eu não devo nada, não fiz nada para merecer essa expulsão. Acredito que minha passagem pelo União Brasil já deu o que tinha que dar”, afirmou o ministro.
A crise interna ganhou tom mais político quando Sabino trocou farpas com o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (União Brasil), um dos principais articuladores de sua saída.
“Quando ele atingir 1,5% nas pesquisas para 2026, eu respondo ele”, ironizou Sabino — repetindo uma frase usada por Lula contra Caiado em um debate presidencial de 1989.
Caiado havia criticado o ministro por permanecer no governo após o rompimento do União e do Progressistas (PP) com o Palácio do Planalto, dizendo que “não se pode servir a dois senhores”.
Mesmo sob pressão, Sabino anunciou que continuará no cargo, afirmando que tem o apoio da maioria dos deputados da legenda e a confiança pessoal de Lula.
“O Brasil, que antes nunca recebeu 7 milhões de turistas estrangeiros, receberá 10 milhões neste ano. Vou permanecer no governo, pelo bem do turismo e do povo do Pará, que sediará a COP30”, declarou.
Segundo o ministro, a decisão do União Brasil foi “açodada e equivocada”, e ele seguirá “dialogando” com o partido.