Cleitinho se desentende com presidente do Republicanos e candidatura sobe no muro

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirma não confiar em Marcos Pereira (Republicanos-SP) e mantém indecisão sobre candidatura ao governo, enquanto Minas permanece como território estratégico sem palanques definidos para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Cleitinho se desentende com presidente do Republicanos e candidatura sobe no muro

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) acentuou a tensão interna em seu partido ao declarar publicamente que não confia no presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (Republicanos-SP), em meio à indefinição sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais. O episódio reforça a complexidade do cenário político mineiro, único entre os grandes colégios eleitorais do país em que os principais pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ainda não definiram palanques estaduais.

Em entrevista ao jornal O Globo, Cleitinho afirmou que não mantém amizade com Marcos Pereira e demonstrou desconfiança quanto ao compromisso do dirigente partidário de garantir a legenda. “Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido”, disse o senador. No mesmo contexto, criticou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-RJ), principal aposta da legenda para atrair votos em Minas.

Marcos Pereira respondeu às declarações assegurando que Cleitinho terá apoio da sigla caso decida concorrer ao governo, mas apontou que parece haver indecisão do próprio senador sobre o rumo da campanha. A situação evidencia uma fragilidade interna que pode impactar o planejamento eleitoral do Republicanos no estado.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve em Minas Gerais e buscou consolidar alianças com Cleitinho, especialmente em eventos ligados ao agronegócio. Durante a visita, Flávio elogiou o senador publicamente, destacando a intenção de caminhar ao lado dele no estado, mas até o momento não houve confirmação sobre qualquer definição de apoio.

O episódio revela que Minas Gerais segue como um território estratégico e ainda incerto para as forças políticas nacionais, onde a definição de candidaturas estaduais poderá influenciar diretamente os palanques da disputa presidencial.