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Cleitinho desiste de desistir e pede autorização do Republicanos para disputar o governo de Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 4 de agosto de 2026 às 10:57 3 min de leitura
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Cleitinho desiste de desistir e pede autorização do Republicanos para disputar o governo de Minas

Menos de 24 horas após anunciar que não disputaria o governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) voltou atrás e afirmou que pretende continuar na corrida pelo Palácio Tiradentes. A mudança de posição foi comunicada nesta terça-feira (4), durante a convenção nacional do Republicanos, realizada em Brasília.

Em seu discurso, Cleitinho pediu que a direção nacional do partido reavalie a decisão anterior e autorize sua candidatura ao governo mineiro. O senador afirmou que o anúncio de desistência ocorreu em um momento de fragilidade emocional, marcado pelo luto pela morte de seu irmão, Matheus Azevedo.

“Eu quero ser candidato a governador e peço humildemente ao presidente que nos dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido, não vou decepcionar o senhor, presidente”, declarou Cleitinho durante o evento.

O parlamentar afirmou que recebeu apoio da família e de aliados para permanecer na disputa e disse que a decisão de deixar a candidatura havia sido tomada em um momento de vulnerabilidade.

“Ontem, quando fui decidir essa situação, tive momentos de vulnerabilidade, de espiritualidade, não estava bem. Minha mãe e meu irmão chegaram em casa e falaram: ‘Não desista. A gente vai fazer campanha para você’”, relatou.

A nova declaração acontece um dia depois de Cleitinho publicar um vídeo emocionado anunciando que abriria mão da disputa pelo governo estadual. Na ocasião, o senador afirmou que precisava cuidar da própria saúde e da família após a perda do irmão e que não teria condições de enfrentar uma campanha eleitoral naquele momento.

A desistência havia ocorrido após semanas de impasse entre Cleitinho e a direção nacional do Republicanos. Apesar de aparecer em pesquisas eleitorais como um dos nomes mais competitivos para a disputa pelo governo de Minas, o partido ainda não havia confirmado oficialmente sua candidatura.

Com a retirada anunciada inicialmente, as articulações políticas passaram a apontar para uma possível composição envolvendo Republicanos, PL e a federação União Progressista em torno do ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP), que era considerado uma alternativa para liderar a disputa pelo Palácio Tiradentes.

Agora, com a mudança de posição de Cleitinho, o cenário eleitoral mineiro volta a ficar indefinido. A decisão final dependerá da avaliação da direção nacional do Republicanos sobre a manutenção ou não da candidatura do senador.