
A disputa eleitoral em Minas Gerais começa a ganhar forma, e uma nova composição pode surgir no campo conservador. O senador Carlos Viana (Podemos) passou a ser cotado para disputar a reeleição ao Senado na chapa que deve ser encabeçada pelo senador Cleitinho (Republicanos), pré-candidato ao governo do estado. A movimentação é tratada como uma alternativa caso o deputado Euclydes Pettersen, até então nome preferido de Cleitinho, não consiga manter sua pré-candidatura.
Pettersen, presidente estadual do Republicanos, tornou-se alvo das investigações conduzidas pela CPMI do INSS e pela Polícia Federal. Segundo a PF, ele teria recebido R$ 14,7 milhões em propina em um esquema de desvios envolvendo benefícios previdenciários. O deputado nega as acusações e afirma que vai provar sua inocência, mas o avanço das apurações pode inviabilizar sua presença na disputa de 2026.
Com esse cenário de incerteza, abre-se espaço para que Carlos Viana integre a chapa majoritária como candidato ao Senado. Viana, que preside a CPMI do INSS, já vinha articulando sua intenção de permanecer mais oito anos na Casa e tem mantido diálogo constante com Cleitinho.
A possível união entre Cleitinho e Viana amplia o impacto político da chapa e pode reorganizar forças no estado, especialmente com o PL se aproximando do grupo liderado pelo presidente da Assembleia, Tadeu Martins Leite. As negociações seguem em andamento, e o arranjo final dependerá tanto do avanço das investigações quanto da estratégia dos partidos para a corrida eleitoral que se aproxima.