
A crise interna no núcleo político da família Bolsonaro ganhou novos desdobramentos após uma sequência de publicações feitas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que repercutiram críticas indiretas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Sem se manifestar diretamente sobre o conteúdo dos vídeos em que Michelle acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de humilhação e desrespeito, Eduardo passou a compartilhar conteúdos nas redes sociais que contestam a versão apresentada pela madrasta e reforçam a imagem do irmão como liderança política.
Entre as publicações, o ex-deputado republicou um vídeo com teor crítico à postura de Michelle, que alega conflitos internos e divergências na condução das articulações políticas da família. O material compartilhado por Eduardo sugere que a ex-primeira-dama teria dificultado alinhamentos políticos recentes e agido motivada por disputas internas.
Em outra postagem, Eduardo compartilhou declarações do ex-deputado Alexandre Ramagem, que afirmou que a exposição pública feita por Michelle teria reativado uma crise antiga dentro do grupo político. O conteúdo reforça a leitura de aliados de que os vídeos teriam impacto negativo sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
O próprio senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou de forma indireta, ao classificar o momento como delicado dentro do ambiente familiar e político. Em sua avaliação, as divergências públicas refletem um período de tensão, mas não comprometem a unidade do grupo político.
Nos bastidores, aliados trabalham para conter o desgaste e evitar que a crise avance para o campo eleitoral. A leitura predominante entre apoiadores é de que a exposição pública de divergências familiares pode gerar ruído junto ao eleitorado mais fiel ao bolsonarismo.
Além das postagens relacionadas à crise, Eduardo Bolsonaro também utilizou suas redes para comentar temas internacionais e a disputa política em outros países, mantendo presença ativa no debate político mesmo fora do Brasil.
A sequência de manifestações reforça a percepção de que a disputa interna no entorno da família Bolsonaro deixou de ser apenas privada e passou a influenciar diretamente o ambiente político da direita no país, especialmente em um momento de reorganização das forças para as eleições de 2026.