
Deputados da Câmara pressionam o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que autorize a realização de sessões remotas até as eleições de outubro de 2026. A proposta permitiria aos parlamentares participar das deliberações do Plenário à distância, sem precisar se deslocar a Brasília, e dedicar maior atenção às campanhas em suas bases eleitorais.
A movimentação ocorre em um contexto em que os trabalhos legislativos de junho já sofrem impacto das festas de São João, especialmente no Nordeste, e da proximidade da Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11). A organização do calendário das sessões será definida na reunião de líderes marcada para terça-feira (16), mas a decisão final depende de Hugo Motta. Aliados do presidente expressam preocupação em manter o funcionamento regular da Casa.
Entre as pautas prioritárias estão três projetos que Motta busca aprovar antes do recesso de julho. O primeiro trata do ajuste no limite de faturamento para enquadramento de empresas como MEI, o segundo é o PLP dos combustíveis, que propõe o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir impostos federais sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel, e o terceiro estabelece o marco legal da Inteligência Artificial no país. A análise final deste último ainda depende do relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
A eventual aprovação das sessões remotas representaria uma adaptação inédita em ano eleitoral, permitindo maior flexibilidade para os parlamentares cumprirem tanto suas funções legislativas quanto as demandas de campanha.