
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) passou a ser considerado uma das principais alternativas do Novo para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial de Romeu Zema (Novo) nas eleições de 2026. A possibilidade ganhou força diante das dificuldades da legenda em fechar alianças nacionais e da busca por um nome capaz de ampliar a presença política da candidatura.
Além de Girão, o cientista político Luiz Felipe D’Ávila (Novo-SP), candidato do partido à Presidência em 2022, também aparece entre os nomes avaliados internamente para a composição.
O Novo oficializou nesta segunda-feira (27) a candidatura de Romeu Zema ao Palácio do Planalto durante convenção nacional realizada em Brasília, mas deixou a definição do vice-presidente em aberto. A legenda pretende avançar nas negociações até o prazo final para registro das candidaturas, marcado para 5 de agosto.
A escolha do vice está diretamente ligada à estratégia do partido para ampliar a competitividade eleitoral. Como o Novo possui uma estrutura menor de alianças e pouco tempo de propaganda no rádio e na televisão, a direção nacional busca uma composição que agregue apoio político e presença regional.
Caso não haja acordo com outras legendas, a tendência é que o partido mantenha uma chapa própria para a disputa presidencial.
A possibilidade de Girão assumir a vaga de vice também envolve o cenário eleitoral no Ceará. O senador é pré-candidato ao governo estadual, mas ainda não aparece entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento. Nesse contexto, integrantes do Novo avaliam que sua presença na chapa nacional poderia fortalecer a candidatura de Zema e dar maior projeção ao parlamentar.
No estado, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB-CE) aparece como um dos nomes mais competitivos nas sondagens eleitorais para o governo do Ceará, cenário que também influencia as conversas dentro do Novo.
Outro nome considerado pela legenda é Luiz Felipe D’Ávila, que disputou a Presidência da República pelo partido em 2022 e mantém atuação ligada ao debate sobre gestão pública, economia e reformas institucionais.
A definição do vice de Zema deve ocorrer nas próximas semanas, enquanto o Novo tenta consolidar alianças para apresentar uma candidatura competitiva fora da polarização entre os grupos políticos que dominaram as últimas eleições nacionais.