Flávio Bolsonaro critica direção da PF e anuncia segurança própria durante campanha presidencial

Senador do PL-RJ afirma não confiar na cúpula da corporação e manterá proteção exclusiva da Polícia do Senado durante as eleições de 2026

Flávio Bolsonaro critica direção da PF e anuncia segurança própria durante campanha presidencial

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a questionar a atuação da direção da Polícia Federal (PF) ao afirmar que a corporação sofre influência política do governo federal. Durante transmissão ao vivo em seu canal no YouTube nesta quinta-feira (23), o parlamentar classificou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, como “pau-mandado de Lula”, e criticou a suposta limitação à autonomia da instituição.

“O que acontece desde o governo Lula é algo inédito no Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, que claramente não permite que a corporação exerça sua autonomia”, disse Flávio Bolsonaro. Ele ressaltou, entretanto, que a crítica não se estende aos agentes que atuam na linha de frente da Polícia Federal, mas apenas à cúpula administrativa da instituição.

O senador também rebateu investigações e acusações, afirmando que enfrenta perseguição midiática semelhante à que atingiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não sou investigado em absolutamente nada. O que vemos é a imprensa julgando e condenando diariamente, criando uma atmosfera de suspeita sem fundamentos”, declarou.

Em relação à segurança durante a campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro confirmou que não aceitará a proteção fornecida pela Polícia Federal. O senador anunciou que manterá exclusivamente a equipe de segurança da Polícia do Senado Federal, responsável por sua proteção desde o início do mandato, citando preocupações com a presença de “infiltrados”.

O pré-candidato argumentou que os policiais federais alocados para proteger candidatos poderiam ser mais bem utilizados em investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Se a desculpa oficial para não investigar o Lulinha foi falta de efetivo, vamos direcionar esses profissionais para recuperar o que foi desviado dos aposentados”, afirmou.

A equipe de Flávio Bolsonaro detalhou que o esquema de segurança da Polícia do Senado foi reforçado com monitoramento 24 horas, aumento da escolta, uso diário de colete à prova de balas e centro de comando permanente. Segundo levantamento interno, foram identificadas mais de 2 mil ameaças à integridade do pré-candidato, incluindo 868 ameaças explícitas de morte, 647 manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos relacionados a ataques planejados.

Em nota, a assessoria da Polícia do Senado afirmou que a corporação possui tecnologia, veículos blindados e armamento especializado para garantir a proteção de autoridades e que o esquema seguirá ativo durante toda a campanha eleitoral de 2026.