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Política

“Fui absolvido por unanimidade”, diz Aécio ao rebater comparação com Lula e Flávio

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de maio de 2026 às 17:02 3 min de leitura
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“Fui absolvido por unanimidade”, diz Aécio ao rebater comparação com Lula e Flávio

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, voltou a rebater comparações entre sua situação judicial e os casos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL e da Folha de S.Paulo.

Ao comentar os processos que enfrentou nos últimos anos, o deputado mineiro afirmou que suas ações não foram anuladas nem arquivadas, mas julgadas em todas as instâncias da Justiça, resultando em absolvições unânimes.

“Eu não tive meus processos anulados, como por exemplo o presidente Lula. Eu fui julgado. Eu fui absolvido por unanimidade em primeira, segunda e terceira instância”, declarou.

Aécio também citou o depoimento do empresário Joesley Batista, personagem central da crise política que atingiu o tucano em 2017 e o afastou da disputa presidencial daquele período.

Segundo o dirigente tucano, o próprio empresário reconheceu perante a Justiça que nunca houve relação ilícita entre os dois e que os valores envolvidos eram contribuições eleitorais sem qualquer contrapartida.

“Quando o senhor Joesley vai depor na Justiça, perguntam sobre a relação comigo, e ele responde: ‘Com Aécio, jamais tive qualquer relação ilícita, foi contribuição de campanha, nunca teve contrapartida’. Foi a vez que ele falou a verdade”, afirmou.

A entrevista marcou a primeira manifestação mais ampla de Aécio após ter sido oficialmente convidado pela federação PSDB-Cidadania para disputar a Presidência da República em 2026.

Além da federação formada por PSDB e Cidadania, o mineiro também conta com apoio político da federação Solidariedade-PRD, que defende a construção de uma candidatura de centro para enfrentar a polarização entre PT e bolsonarismo.

Nos bastidores, dirigentes das legendas avaliam que Aécio reúne experiência política, capacidade de articulação e densidade eleitoral para liderar uma alternativa no campo democrático. O ex-governador de Minas Gerais deve definir nas próximas semanas se aceitará ou não disputar o Palácio do Planalto pela segunda vez.

Desde que reassumiu protagonismo na condução nacional do PSDB, Aécio intensificou agendas políticas e ampliou diálogos com lideranças como Michel Temer, Ciro Gomes e dirigentes partidários ligados ao centro democrático.

Aliados do tucano afirmam que ele busca consolidar a narrativa de que foi alvo de desgaste político incompatível com as decisões posteriores da Justiça, argumento que voltou a reforçar durante a entrevista.

A fala também ocorre em um momento de reorganização do PSDB para as eleições de 2026, em meio ao esforço do partido para ampliar sua bancada no Congresso e recuperar protagonismo no debate nacional.

Na entrevista, Aécio afirmou ainda que não possui “nada a esconder” sobre os episódios investigados e reforçou que suas absolvições ocorreram justamente porque os depoimentos prestados afastaram qualquer acusação de favorecimento ou vantagem indevida.

O tema voltou ao centro da cena política após a retomada da presença pública do ex-governador em agendas nacionais e diante das articulações para a construção de uma alternativa à polarização que domina o país desde 2018.