TSE divulga divisão do Fundão Eleitoral de R$ 4,9 bilhões para os partidos

União Progressistas terão o maior fundo eleitoral do país com R$ 943 milhões, seguido por PL e PT

TSE divulga divisão do Fundão Eleitoral de R$ 4,9 bilhões para os partidos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. Ao todo, R$ 4,9 bilhões serão destinados às legendas que disputarão cargos para a Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

A maior parcela dos recursos ficará com a federação União Progressistas, formada por União Brasil e Progressistas, que juntos terão acesso a aproximadamente R$ 943 milhões. Em seguida aparecem o Partido Liberal (PL), com cerca de R$ 881 milhões, e o Partido dos Trabalhadores (PT), com aproximadamente R$ 615 milhões. Os números reforçam o peso das grandes estruturas partidárias na disputa eleitoral que se aproxima.

O PSD receberá pouco mais de R$ 421 milhões, enquanto o MDB terá cerca de R$ 400 milhões. Republicanos, Podemos, PDT, PSB e PSDB também figuram entre as legendas com maiores fatias do fundo eleitoral. No caso do PSDB, o valor destinado para a eleição de 2026 será de aproximadamente R$ 148 milhões.

A divisão dos recursos segue critérios estabelecidos pela legislação eleitoral. Parte do montante é distribuída igualmente entre todas as legendas registradas na Justiça Eleitoral. O restante leva em consideração o desempenho dos partidos nas últimas eleições para a Câmara dos Deputados e a representatividade das bancadas na Câmara e no Senado.

Criado em 2017 após o fim das doações empresariais para campanhas eleitorais, o Fundo Eleitoral tornou-se a principal fonte pública de financiamento das disputas políticas no país. Os recursos podem ser utilizados para despesas como produção de material de campanha, contratação de pessoal, impulsionamento de conteúdo digital, transporte, comunicação e realização de eventos eleitorais.

A divulgação dos valores ocorre em um momento em que os partidos aceleram articulações para a formação de alianças e definição de candidaturas. Com a proximidade do período eleitoral, a capacidade financeira das legendas volta a ocupar papel estratégico na construção de campanhas competitivas em todo o país.

Veja quanto cada partido vai receber:

PL: R$ 881.657.477,34
PT: R$ 615.367.980,20
União Brasil: R$ 526.242.858,11
PSD: R$ 421.008.404,89
PP: R$ 417.067.738,40
MDB: R$ 400.002.399,99
Republicanos — R$ 348.587.815,77
Podemos: R$ 245.969.763,68
PDT: R$ 169.285.643,92
PSB:R$ 152.252.956,07
PSDB: R$ 147.895.172,40
PSOL: R$ 131.506.284,42
Solidariedade: R$ 88.526.669,83
Avante: R$ 72.516.777,19
PRD: R$ 71.819.227,37
Cidadania: R$ 60.714.157,11
PCdoB: R$ 60.531.914,25
PV: R$ 45.183.873,26
Novo: R$ 37.044.203,26
Rede: R$ 35.803.821,03
Agir: R$ 3.307.679,85
DC: R$ 3.307.679,85
Democrata: R$ 3.307.679,85
Missão: R$ 3.307.679,85
Mobiliza: R$ 3.307.679,85
PCB: R$ 3.307.679,85
PCO: R$ 3.307.679,85
PRTB: R$ 3.307.679,85
PSTU: R$ 3.307.679,85
UP: R$ 3.307.679,85