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Governador interino do Rio já demitiu 4 mil servidores em menos de 3 meses

Por Brasil no Centro Publicado em 26 de junho de 2026 às 19:43 3 min de leitura
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Governador interino do Rio já demitiu 4 mil servidores em menos de 3 meses

O governo do Rio de Janeiro ultrapassou a marca de 4 mil exonerações de servidores comissionados em um intervalo de apenas três meses, sob a gestão do governador interino Ricardo Couto. Desde que assumiu o comando do estado após a renúncia de Cláudio Castro (PL), em março, o magistrado à frente do Executivo fluminense tem conduzido uma ampla reestruturação administrativa que já provoca forte impacto na máquina pública.

Segundo dados divulgados pelo próprio governo, já são 4.033 servidores exonerados até o momento, número que inclui parte de cargos considerados excedentes ou identificados em processos de revisão interna. A gestão afirma que a medida tem como objetivo reduzir despesas e reorganizar a estrutura administrativa, em meio a um cenário fiscal pressionado.

A equipe do governo projeta que o conjunto de cortes deve gerar economia superior a R$ 230 milhões até o fim de 2026. O discurso oficial é de ajuste e racionalização dos gastos, especialmente após a estimativa de um déficit expressivo herdado pela atual administração. Mesmo com o cenário adverso, a gestão afirma trabalhar com a possibilidade de reequilíbrio das contas públicas no médio prazo.

As exonerações continuam em andamento e não há prazo definido para a conclusão do processo. A expectativa interna é de que o número total de desligamentos possa chegar a 6 mil servidores, à medida que auditorias avançam sobre secretarias e órgãos da administração indireta.

A força-tarefa responsável pela revisão dos quadros conta com servidores cedidos de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e o Tribunal de Contas do Município, além da coordenação direta da Casa Civil. O trabalho inclui análise de contratos, cargos comissionados e possíveis irregularidades em nomeações recentes.

Entre as áreas mais afetadas está a própria Casa Civil, que passou por uma reestruturação significativa e registrou redução superior a 800 cargos, o que representa mais da metade de seu quadro comissionado. Algumas subsecretarias foram extintas e outras reorganizadas dentro da nova estrutura administrativa.

Além do impacto no funcionalismo, o governo também destacou a redução de despesas operacionais, como gastos com combustível da alta gestão. O valor mensal caiu quase pela metade no período analisado, passando de R$ 93 mil em março para R$ 49 mil em junho, uma redução de aproximadamente 47%.

As medidas têm sido apresentadas pelo governo como parte de um esforço mais amplo de contenção de despesas e reorganização do Estado, em meio à necessidade de ajuste fiscal e revisão de estruturas administrativas consideradas inchadas.