Hugo Motta quer PEC da Segurança Pública aprovada ainda em 2025

Hugo Motta quer PEC da Segurança Pública aprovada ainda em 2025Presidente da Câmara usa homenagem na Rota para pressionar avanço da proposta e reforça discurso de prioridade nacional para combate ao crime

Hugo Motta quer PEC da Segurança Pública aprovada ainda em 2025

A agenda de segurança pública voltou ao centro do tabuleiro político. Durante uma solenidade em São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que quer aprovar ainda este ano a PEC da Segurança Pública, proposta que promete reorganizar pilares legais do enfrentamento ao crime no país. A declaração foi dada durante sua homenagem pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a Rota, um dos batalhões de elite da Polícia Militar paulista.

Em discurso, Motta disse que pretende iniciar já nesta semana as discussões finais sobre o texto no colégio de líderes. Ele também antecipou que o parecer deve chegar à Comissão Especial nos próximos dias. Para o presidente da Câmara, o Congresso tem a obrigação de entregar respostas rápidas à população em um momento em que a sensação de insegurança cresce em diversas regiões do país.

Segundo Motta, a PEC da Segurança Pública deve entrar no plenário antes do recesso de fim de ano. Ele sustenta que a proposta se soma a outras iniciativas aprovadas pela Casa que, segundo ele, demonstram o compromisso em construir um país mais seguro.

O texto da PEC foi enviado pelo Executivo e já passou pela Comissão de Constituição e Justiça. O relator da proposta na Comissão Especial, o deputado Mendonça Filho, antecipou que seu parecer deve incluir mudanças significativas, entre elas o fim da progressão de pena para crimes considerados graves.

O evento em São Paulo também contou com a presença de outras autoridades, como o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que foi agraciado com a medalha do centenário do 1º Batalhão de Choque. A homenagem ocorreu pouco mais de um mês após a megaoperação nas comunidades da Penha e do Alemão, no Rio, que resultou em 122 mortes e reacendeu o debate nacional sobre o uso da força policial.

Com a PEC agora no centro das atenções, Motta tenta acelerar o ritmo da Câmara para garantir que a proposta avance ainda em 2025, antes do país entrar novamente em clima eleitoral.