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Política

Investigado pela PF por corrupção no caso Master, Wagner diz que Lula ligou e deu apoio

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de junho de 2026 às 15:08 3 min de leitura
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Investigado pela PF por corrupção no caso Master, Wagner diz que Lula ligou e deu apoio

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira que recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) logo após a deflagração de uma operação da Polícia Federal que o atingiu em investigação relacionada ao Banco Master.

Segundo o senador, o contato teve tom de solidariedade e apoio político em meio ao avanço das apurações. Wagner relatou que Lula teria pedido cautela e reforçado confiança pessoal no parlamentar durante o momento de pressão.

Em entrevista, Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que o presidente o incentivou a manter a postura diante da investigação e disse acreditar que a relação entre os dois deve sustentar sua permanência na liderança do governo no Senado. O senador destacou ainda a longa trajetória de convivência política com Lula, que já ultrapassaria quatro décadas.

A operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira tem como foco apurar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e empresários ligados ao setor financeiro. O nome de Wagner aparece entre os investigados no contexto de apuração de eventuais vantagens indevidas.

Durante a entrevista, o senador também comentou suspeitas envolvendo a aquisição de um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões. Ele negou que o imóvel represente qualquer forma de propina e apresentou sua versão sobre a negociação, afirmando que o bem teria sido estruturado como uma transação familiar planejada.

Wagner explicou ainda a apreensão de valores em moeda estrangeira em um de seus endereços. Segundo ele, os recursos seriam compatíveis com viagens internacionais realizadas ao longo dos últimos anos, incluindo diárias e trocas de câmbio feitas por vias oficiais.

O senador relatou que manteve contato com o empresário Daniel Vorcaro em ocasiões pontuais, sempre mediado por interlocutores do setor financeiro. Ele afirmou que parte dessas interações ocorreu em agendas institucionais e discussões sobre projetos ligados ao sistema bancário.

Apesar da operação, Jaques Wagner disse respeitar o andamento das investigações, embora tenha demonstrado incômodo com o que considera um tratamento desigual em relação a outros casos semelhantes. Ainda assim, afirmou que cumprirá todas as determinações judiciais e seguirá colaborando com as autoridades.

A investigação segue em curso e envolve a análise de contratos, operações financeiras e eventuais conexões entre agentes públicos e privados ligados ao Banco Master.