Irmão de Cleitinho ameaça desistir da eleição para deputado federal

O ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (Republicanos) afirmou que pode desistir da candidatura a deputado federal nas eleições de 2026 após a decisão do Republicanos de não lançar seu irmão, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), na disputa pelo governo de Minas Gerais.
Em publicação nas redes sociais, Gleidson disse estar avaliando deixar a corrida eleitoral e até abandonar a política caso a direção nacional do partido não reveja a decisão sobre a candidatura de Cleitinho ao Palácio Tiradentes.
“Esses dias não estão sendo simples. Sinceramente, estou pensando em não ser mais candidato a deputado federal e largar a política”, declarou o ex-prefeito.
A possível desistência de Gleidson é vista com atenção dentro do Republicanos, já que o grupo político avalia que sua candidatura teria potencial eleitoral expressivo e poderia contribuir para o desempenho da legenda na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
A manifestação ocorre após o partido anunciar que não aguardaria mais uma definição de Cleitinho sobre a candidatura ao governo estadual. Em comunicado divulgado na quarta-feira (29), a sigla afirmou que manteve diálogo aberto durante meses, mas considerou que faltou uma decisão definitiva do senador para consolidar o projeto.
Poucas horas depois da nota do partido, Cleitinho afirmou publicamente, pela primeira vez, que pretendia disputar o governo de Minas. O senador declarou que seria candidato e indicou o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão (Republicanos) como possível vice na chapa.
Nas redes sociais, Gleidson pediu mobilização de apoiadores para pressionar a direção nacional do Republicanos pela revisão da decisão. “Eles não querem deixar”, afirmou o ex-prefeito ao comentar o veto à candidatura do irmão.
Cleitinho vinha aparecendo em posições de destaque nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas, cenário que aumentou a expectativa em torno de uma possível candidatura própria. A indefinição, porém, abriu uma nova rodada de negociações entre partidos aliados.
Com a decisão dos Republicanos, outras lideranças passaram a articular alternativas para a disputa estadual. O ex-secretário de Governo de Minas Marcelo Aro (PP) ganhou força nas conversas entre partidos como PL, PP, União Brasil e Republicanos para representar uma nova composição eleitoral.
O impasse ainda deve gerar novos movimentos dentro do campo político mineiro até o encerramento do calendário das convenções partidárias.