Joesley controla bilhões em petróleo venezuelano e usa relação com Trump para manter seus negócios

Com fortes laços com a administração Trump, Joesley Batista busca proteger seus investimentos na Venezuela, onde controla poços de petróleo em parceria com o regime chavista

Joesley controla bilhões em petróleo venezuelano e usa relação com Trump para manter seus negócios

A recente prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos trouxe à tona o envolvimento do empresário Joesley Batista em negócios bilionários no setor petrolífero venezuelano. O dono do grupo J&F, que já se destacou em lobbies favoráveis aos produtos brasileiros, agora recorre à sua rede de contatos com o governo de Donald Trump para proteger seus interesses na Venezuela. A J&F é sócia de uma concessão para exploração de poços de petróleo, mas com o aumento da pressão dos EUA, Joesley teme que seus investimentos, herdados da expropriação da ConocoPhillips, possam ser seriamente prejudicados.

A operação dos poços está diretamente ligada ao regime de Maduro, e os interesses econômicos em jogo são enormes. A pressão de Trump e sua busca por compensações financeiras para as petroleiras americanas, que perderam grandes ativos na Venezuela, coloca o grupo J&F em uma situação delicada. Com o governo dos EUA demonstrando interesse em modernizar a infraestrutura petrolífera da Venezuela, Joesley se vê no meio de um jogo geopolítico que pode afetar diretamente seus lucros e operações no país.

Apesar de negar oficialmente o controle sobre os poços de petróleo, a presença da J&F por meio da Petro Roraima, uma joint-venture com a estatal PDVSA, é bem conhecida na Venezuela. O cenário atual é marcado por incertezas, com a expectativa de que a geopolítica, em especial a postura dos EUA, redefina o futuro dos negócios de Joesley no país. A situação revela como os interesses empresariais e os jogos de poder internacional podem afetar, de maneira decisiva, os rumos de grandes corporações brasileiras e seus vínculos com regimes controversos.